Ré na Operação Sevandija, a ex-Prefeita pretendia deixar dívidas em autarquias para quitar folha de pagamento
A Polícia Federal e o Gaeco interceptaram conversas telefônicas de vereadores da legislatura anterior, Cícero Gomes da Silva, Capela Novas e Walter Gomes, que pressionavam a ex-prefeita Darcy Vera para obterem benefícios pessoais em troca de apoio político. As escutas revelam o medo da ex-prefeita em relação à pressão exercida pelos vereadores.
Pressões e Medos na Administração Pública
As conversas telefônicas mostram a ex-prefeita Darcy Vera em dificuldades para fechar a folha de pagamento. Ela planejava deixar dívidas na Coderpe e Daerpe para o próximo prefeito resolver, contando com o apoio dos vereadores para remanejamento de recursos. A falta de apoio dos vereadores, caso o prefeito eleito fosse de outro grupo político, era uma grande preocupação.
Manobras e Desvios de Recursos
Além das pressões externas, Darcy Vera também realizou manobras internas na administração. As investigações apontam que, com problemas para fechar a folha de pagamento, ela decidiu não pagar a indenização de funcionários comissionados, transferindo o problema para a gestão seguinte. A justificativa apresentada foi a de que muitos funcionários estavam há sete anos no governo, e o aumento da despesa seria significativo. A decisão de não demitir nenhum secretário também foi tomada, alegadamente para evitar problemas com a transição de governo.
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Análise e Consequências
Para o professor de direito Rubens Bessac, os acordos para vantagens pessoais na administração pública demonstram o desrespeito dos governantes à população. Ele destaca a gravidade dos atos, que configuram, possivelmente, formação de quadrilha e demonstram um alto grau de degradação na coisa pública. A necessidade de afastar essas práticas e buscar uma administração voltada para o bem da sociedade é crucial. Cícero Gomes da Silva, Walter Gomes, Capela Novas, Darcy Vera e Marco Antônio dos Santos negam qualquer envolvimento em esquema de corrupção.



