Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
Em Ribeirão Preto, uma operação da Polícia Federal resultou na apreensão de computadores, prisão de um casal e detenção de um homem. As identidades e profissões dos envolvidos não foram divulgadas.
O Esquema de Lavagem de Dinheiro
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Ricardo Cubas, os três indivíduos atuavam como laranjas em um esquema de lavagem de dinheiro. Eles operavam diversas empresas através das quais compradores depositavam valores, sendo responsáveis por transferir esses recursos para o Paraguai, destinados ao pagamento de fornecedores.
Métodos de Transferência de Valores
O delegado Cubas detalhou os métodos utilizados para a movimentação do dinheiro. Para quantias menores, realizavam o transporte físico dos valores, sacando em agências bancárias em Foz do Iguaçu e levando o dinheiro pessoalmente para o Paraguai. Já para quantias maiores, utilizavam o sistema de dólar cabo, um sistema de compensação onde o dinheiro apenas trocava de titularidade. Recursos que precisavam vir do Paraguai para o Brasil permaneciam em território paraguaio, apenas mudando de titular.
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Responsabilização Criminal
A Polícia Federal apurou que a quadrilha tinha conhecimento da destinação dos recursos, sabendo se o dinheiro era usado para pagar por drogas ou contrabando. Isso implica em responsabilização pelos crimes de tráfico de drogas e contrabando. Além disso, os indivíduos que cederam seus nomes para o esquema também responderão por falsidade ideológica.
Operação em Quatro Estados
A operação foi deflagrada em quatro estados, com a base da quadrilha localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. A organização criminosa era especializada em lavagem de dinheiro proveniente de contrabando do Paraguai, tráfico de drogas e roubo de carros. Cerca de 80 contas de empresas, a maioria de fachada, eram utilizadas para receber os valores de pessoas físicas e jurídicas interessadas em realizar compras no Paraguai. Segundo o delegado da Receita Federal, Rafael Dousan, a organização também contava com doleiros para a lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal estima que a organização criminosa movimentou mais de 600 milhões de reais. A operação resultou na prisão de 41 pessoas e na intimação de outros 25 suspeitos para prestar depoimento. Foram cumpridos 68 mandados de busca e apreensão.
A ação demonstra o esforço contínuo das autoridades no combate a crimes financeiros e transnacionais.



