Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
A Polícia Federal deflagrou uma paralisação de 72 horas em diversas cidades brasileiras, incluindo Ribeirão Preto, em protesto contra o que o sindicato da categoria classifica como descaso e defasagem salarial. A medida, proposta pelo sindicato dos policiais federais, visa pressionar o governo por reajustes e melhores condições de trabalho.
Reivindicações e Possibilidade de Greve
Christian Pese, representante regional do sindicato, explicou que a paralisação tem como objetivo mostrar à população as dificuldades enfrentadas pela Polícia Federal, incluindo a defasagem salarial dos agentes, que não recebem reajustes há sete anos. Ele alertou que, caso as reivindicações não sejam atendidas, a categoria poderá entrar em greve, inclusive durante a Copa do Mundo. “A culpa não é dos policiais, mas do governo, que não reconhece nossos direitos”, afirmou Pese.
Nível Superior e Condições de Trabalho
Uma das principais queixas da Polícia Federal é a disparidade entre a exigência de nível superior para ingresso na corporação e a remuneração, considerada de nível médio na estrutura do governo federal. Além disso, os policiais denunciam as precárias condições de trabalho, com delegacias carentes de equipamentos e infraestrutura. “Precisamos de modernização do inquérito policial para atender às necessidades de investigação dos crimes”, ressaltou o representante sindical.
Impacto da Paralisação e Próximos Passos
Durante os três dias de paralisação, os serviços diretos à população, como emissão de passaportes e atendimento em delegacias, não foram afetados. No entanto, as atividades judiciais, investigações, diligências externas e trabalhos de inteligência foram suspensos. Caso as reivindicações não sejam atendidas, o sindicato poderá convocar uma greve, com possíveis prejuízos à população, inclusive durante a Copa do Mundo. Uma reunião com o Ministério do Planejamento está agendada para discutir as propostas do governo, que serão posteriormente deliberadas em assembleias nos estados.
A categoria aguarda um posicionamento do governo para evitar medidas mais drásticas.



