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Polícia Federal prende cinco por crimes contra o sistema financeiro

Integrantes de duas quadrilhas são acusados de falsificar veículos e conseguir empréstimo irregulares em bancos
Polícia Federal crimes
Integrantes de duas quadrilhas são acusados de falsificar veículos e conseguir empréstimo irregulares em bancos

Integrantes de duas quadrilhas são acusados de falsificar veículos e conseguir empréstimo irregulares em bancos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Aráquinos, resultando na prisão de cinco pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes contra o sistema financeiro. Quatro dos detidos são de Sertãozinho e um de Ribeirão Preto. A operação, cujo nome faz referência à complexa teia de informações entre pessoas e instituições, apreendeu veículos, documentos falsos, celulares e notebooks.

Como Funcionava o Esquema

O delegado da Polícia Federal, Daniel Vizicato, detalhou o modus operandi dos golpistas. Segundo ele, o grupo falsificava documentos para obter empréstimos, cartões de crédito e financiar a compra de veículos. Os documentos eram repassados a terceiros, que os utilizavam para praticar os crimes. Algumas dessas pessoas, que forneciam os dados pessoais, eram do estado da Bahia e, em alguns casos, familiares dos envolvidos. O delegado ainda esclareceu que alguns dos envolvidos chegaram a acionar a justiça contra as financeiras, ganhando ações por danos morais devido à negativação indevida de seus nomes. Outras pessoas, no entanto, eram vítimas que tinham seus dados utilizados sem consentimento.

Prejuízos e Conexão com o Crime Organizado

A PF ainda não quantificou o valor total do prejuízo causado pela fraude, mas confirmou que o grupo atuava desde 2005. Durante os depoimentos, um dos integrantes revelou a compra de armamentos pesados no Paraguai. De acordo com as informações obtidas, os carros adquiridos com documentos falsos eram trocados por drogas e armas, incluindo fuzis, no país vizinho.

Próximos Passos e Orientações

Além das prisões e apreensões, a Operação Aráquinos identificou uma sétima pessoa, que está foragida. Os suspeitos responderão por crimes contra o sistema financeiro e associação criminosa, com penas que, somadas, podem chegar a nove anos de prisão. A Polícia Federal reforça a importância de registrar boletins de ocorrência em casos de perda, roubo ou furto de documentos, alertando que os dados podem ser utilizados por falsificadores, responsabilizando criminalmente o titular.

Essa foi a segunda fase da Operação Aráquinos. Em maio, um homem já havia sido preso e documentos apreendidos. Os seis suspeitos estão no Centro de Detenção Provisória. A população deve estar atenta e se proteger contra esse tipo de fraude.

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