Apuração indica que Marcelo Fernandes Fonseca e Gabriel Sousa Brito, que estão presos, mataram Beto Braga para roubar pertences
A Polícia Civil de Ribeirão Preto concluiu o inquérito que apura a morte de Roberto “Beto” Braga, empresário que vivia nos Estados Unidos e foi assassinado em um quarto na Vila Tibério, zona oeste da cidade, durante passagem pelo Brasil para as festas de fim de ano.
Apuração e cenário dos fatos
Segundo o delegado Targinozório, da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEC) de Ribeirão Preto, o relatório policial indica que Beto teria combinado um encontro com Gabriel Brito e sido surpreendido pela presença de Marcelo Fonseca. A investigação aponta que a intenção dos suspeitos era subtrair bens da vítima.
Foram levados do local o celular, um par de tênis, cartões e aproximadamente US$ 800, valor que, segundo a polícia, foi confirmado na posse de Marcelo. Testemunhos e diligências concluíram que a motivação não se restringe a um desentendimento eventual, contrariando versão inicial dos detidos.
Leia também
Provas, reconstituição e responsabilização
O procedimento incluiu reconstituição dos fatos e coleta de depoimentos. O celular de Beto, recuperado após apresentação por um receptador, foi peça-chave para identificar outras pessoas envolvidas na receptação e reforçar a participação de ambos os suspeitos no saque aos pertences da vítima.
Durante a reconstituição, Gabriel e Marcelo confessaram participação no crime, mas a investigação não conseguiu definir de forma conclusiva quem aplicou o estrangulamento que vitimou Beto. Ainda assim, o inquérito aponta que os dois estiveram envolvidos diretamente no episódio.
Encaminhamento à Justiça
Gabriel Brito e Marcelo Fonseca permanecem presos. Com o inquérito finalizado, a autoridade policial remeteu o documento ao Ministério Público, que deverá avaliar o relatório e decidir sobre o oferecimento de denúncia. A expectativa da delegacia é que a promotoria se posicione nos próximos dias, quando poderão ser agendadas audiências com os suspeitos já custodiados.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades enquanto a Justiça analisa o material encaminhado pela Polícia Civil.



