A Polícia Civil indiciou seis mulheres e um homem por envolvimento no sequestro de familiares do caseiro Milton de Souza Prado, assassinado em junho, em Franca. Os investigados vão responder por associação criminosa, roubo, sequestro e cárcere privado.
Segundo a polícia, o caso é um dos mais complexos da região por reunir uma sequência de crimes interligados, incluindo o homicídio do caseiro, o desaparecimento da filha dele, o assassinato de dois jovens e o sequestro de três integrantes da mesma família.
Sequência de crimes
De acordo com a investigação, o caso começou após a morte de Milton de Souza Prado. A filha dele, Maria Isabel Prado, de 21 anos, teria confessado que pediu a dois jovens para darem um “corretivo” no pai. A agressão, porém, terminou com o assassinato do caseiro.
Dias depois, os dois jovens desapareceram e foram encontrados mortos em Sacramento, no sul de Minas Gerais.
Antes da localização dos corpos, familiares dos rapazes passaram a cobrar informações da família de Milton sobre o paradeiro deles.
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Sequestro da família
Ainda segundo a Polícia Civil, foi nesse contexto que Maria Isabel, a mãe dela, a irmã adolescente e uma sobrinha recém-nascida foram sequestradas em Franca.
No dia 7 de julho, policiais localizaram a mãe, a adolescente e o bebê em um cativeiro. Um homem responsável por vigiar o imóvel foi preso em flagrante e também acabou indiciado.
Maria Isabel, no entanto, havia sido retirada do local antes da chegada da polícia e continua desaparecida.
Os investigadores não descartam a hipótese de que a jovem também tenha sido assassinada.
Indiciamentos
A investigação aponta que as mulheres atuavam de forma organizada, com divisão de tarefas. Segundo a polícia, Noemi Vitória de Souza Rosa seria a líder do grupo. Ela teve a prisão preventiva decretada e é considerada foragida.
Também foram indiciadas:
- Marcela Eduarda Melo de Paula, mãe de um dos jovens mortos;
- Cauane Eduarda de Melo Cruz, irmã de um dos jovens;
- Larissa Melo de Paula, tia de um deles;
- Ana Laura de Souza Rosa Alves, também tia de um dos rapazes;
- Kelly Cristina Queiroz Cardoso, proprietária do imóvel onde parte da família do caseiro foi mantida em cativeiro.
Segundo a Polícia Civil, todas as seis mulheres possuem vínculo familiar com os dois jovens encontrados mortos em Minas Gerais.
Investigação continua
O inquérito já reúne cerca de 250 páginas. Para a Polícia Civil, há indícios de que a morte do caseiro, o assassinato dos dois jovens, o sequestro da família e o desaparecimento de Maria Isabel integram a mesma cadeia de crimes.
A investigação prossegue e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias. A reportagem tenta localizar a defesa dos investigados. Até o momento, não houve manifestação.



