A Polícia Civil vai investigar a morte de um cachorro que vivia na Igreja Sagrado Coração de Jesus, em Serrana. Conhecido como Chico, o animal morreu após ingerir pedaços de salsicha com suspeita de chumbinho encontrados dentro da paróquia.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após o padre Marcelo de Andrade, responsável pela igreja, publicar um vídeo mostrando os pedaços de alimento encontrados no local. Nas imagens, o religioso mostra o suposto veneno escondido dentro das salsichas. Outro cachorro da igreja, chamado Damião, também foi intoxicado, mas sobreviveu e segue em recuperação sob acompanhamento veterinário.
Segundo o padre Marcelo de Andrade, os cães apresentaram sinais de intoxicação ainda na madrugada de sábado e foram levados rapidamente para atendimento veterinário. Os dois animais chegaram a apresentar melhora após o primeiro atendimento. No entanto, menos de 48 horas depois, novos pedaços de salsicha foram encontrados no local e Chico voltou a ser contaminado. O cachorro não resistiu após a segunda intoxicação. O padre afirmou que o animal vivia há 12 anos na igreja, desde filhote, e era considerado um mascote conhecido pelos fiéis e moradores da cidade.

A Polícia Civil deve iniciar as investigações após o registro de um boletim de ocorrência online feito pelo padre Marcelo. Segundo ele, a intenção é reunir relatos de outros casos semelhantes envolvendo animais envenenados na região. De acordo com o religioso, há informações de que outros cachorros também teriam sido vítimas de envenenamento. A expectativa é formalizar uma denúncia conjunta para auxiliar nas investigações. O padre classificou o caso como uma “maldade humana” e afirmou esperar que os responsáveis sejam identificados.
O veterinário Antônio, responsável pelo atendimento dos cães, informou que Chico e Damião chegaram em estado grave à clínica veterinária. Segundo ele, foi necessário iniciar um protocolo emergencial para tentar reduzir os efeitos do chumbinho no organismo dos animais.
Leia também
O profissional explicou que Chico chegou a apresentar melhora inicial, mas sofreu uma nova intoxicação em menos de 48 horas. Apesar das tentativas de reanimação e do atendimento intensivo, o cachorro não resistiu. Segundo o veterinário, o excesso de veneno comprometeu principalmente o sistema respiratório do animal. Já Damião segue em recuperação, apresentando melhora gradual, mas ainda sob medicação e acompanhamento clínico.



