Zélia Lúcia Barbosa faleceu durante atendimento no centro de saúde
A Polícia Civil de Franca investiga a morte da fotógrafa Zélia Lúcia Barbosa Moreira, 46 anos, ocorrida na Santa Casa da cidade. Zélia estava internada para tratamento de doença de Berger, uma doença autoimune rara que afeta os rins, e realizava sessões de pulsoterapia.
Erro Médico em Tratamento
Segundo a família, a paciente estava na segunda sessão de seis horas de tratamento quando sofreu convulsões e parada cardíaca. O filho, Marcelo Moreira, relatou o desespero vivido no hospital, descrevendo a sequência de convulsões da mãe e a movimentação da equipe médica. A Santa Casa registrou um boletim de ocorrência informando que Zélia recebeu um anestésico indevidamente, em vez do medicamento correto. O frasco apreendido pela polícia indica que o anestésico não pode ser aplicado diretamente na veia.
Investigações em Andamento
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriu uma sindicância para apurar o ocorrido. O Conselho Regional de Farmácia também se manifestou, com o representante Wilson Rigone explicando os procedimentos que poderiam ter evitado o erro, como a verificação do nome do medicamento, dose, posologia e via de administração. A Santa Casa também instaurou uma sindicância interna, e o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo investiga o caso sob sigilo, podendo aplicar advertências, multas ou até cassação do exercício profissional às enfermeiras envolvidas, caso haja indícios de infração técnica.
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A morte de Zélia Lúcia levanta questionamentos sobre os protocolos de segurança em hospitais e a necessidade de rigor na administração de medicamentos. As investigações em andamento visam esclarecer as responsabilidades e evitar que tragédias semelhantes se repitam.



