Vítima foi picada por uma cobra e o hospital teria se recusado a atender porque ela tinha plano de saúde, segundo o marido
Negação de atendimento e morte por picada de cobra em Franca
A Polícia Civil investiga a morte de Maria José Alves de Almeida, de 68 anos, após ser picada por uma jararaca em Franca. A família acusa a Santa Casa da cidade de negligência médica, alegando que o atendimento com soro antiofídico foi negado por ela possuir plano de saúde.
Versões conflitantes e demora no atendimento
Segundo o marido da vítima, Newton Messias de Almeida, a Santa Casa inicialmente se recusou a aplicar o soro, alegando o convênio médico. Em uma segunda tentativa, a justificativa mudou para a falta de vagas. Maria José só recebeu o soro após três horas da picada, já apresentando hemorragia e entrando em coma. Apesar de internada na UTI do Hospital Regional, ela faleceu no dia seguinte.
Investigação em andamento
O marido da vítima denunciou o caso à polícia, alegando negligência médica. O delegado Luiz Carlos da Silva afirma que há fortes indícios de omissão de socorro e que a investigação deve ser concluída em 30 dias. A Santa Casa de Franca justificou suas ações, alegando que a família deveria ter procurado atendimento em Patrocínio Paulista e que encaminhou a paciente para o Hospital do Coração por melhores condições operacionais. A Secretaria de Saúde de Franca informou que apenas a Santa Casa da cidade está habilitada a aplicar o soro antiofídico.
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O caso levanta sérias questões sobre o acesso a atendimento médico em situações de urgência e a responsabilidade dos hospitais em casos de negligência. A investigação policial buscará esclarecer os fatos e determinar se houve responsabilidades criminais.



