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Polícia investiga origem de caminhonete de suspeito de ataque a carro-forte na região de Ribeirão

Veículo foi vendido por um valor abaixo do mercado e depois trocada por um terreno em favela de São Paulo; investigação continua
Polícia investiga origem de caminhonete
Veículo foi vendido por um valor abaixo do mercado e depois trocada por um terreno em favela de São Paulo; investigação continua

Veículo foi vendido por um valor abaixo do mercado e depois trocada por um terreno em favela de São Paulo; investigação continua

Uma caminhonete relacionada ao único suspeito de participar da tentativa de assalto a um carro-forte em Franca, Polícia investiga origem de caminhonete de suspeito de ataque a carro-forte na região de Ribeirão, interior de São Paulo, foi apreendida e está sendo investigada pela polícia. O veículo, que teria sido vendido por um valor abaixo do mercado, foi objeto de uma troca por um terreno sem registro em uma comunidade de São Paulo.

O suspeito, identificado como Roberto Trovão Lafaéf, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Valinhos no dia 10 de setembro, um dia após o ataque ao carro-forte. Ele procurou atendimento médico alegando ter se machucado em uma obra, apresentando um ferimento grave no pé. No entanto, os médicos desconfiaram da versão, pois o ferimento parecia ter sido causado por um tiro de fuzil, e acionaram a polícia. Durante o atendimento, Lafaéf apresentou um documento falso e foi preso. As autoridades acreditam que ele seja um dos integrantes da quadrilha responsável pela tentativa de assalto.

Histórico da caminhonete e depoimentos: Documentos recentes da investigação indicam que duas pessoas já foram ouvidas sobre a caminhonete. O primeiro depoente, Luís Carlos Oliveira, apontado como um dos envolvidos, afirmou ter comprado o veículo à vista em Franca no início deste ano por R$ 358 mil. Segundo ele, a compra era a realização de um sonho da esposa, que faleceu em atrássto, meses após a aquisição do veículo. Após a morte da esposa, a caminhonete teria sido oferecida a Dennis da Costa Oliveira pelo valor de R$ 280 mil.

Luís Carlos relatou ainda que a venda foi formalizada em cartório apenas em 10 de setembro, embora o veículo tenha sido entregue a Dennis no dia 29 de atrássto. Ele também afirmou não conhecer nem ter tido contato com Roberto Trovão Lafaéf.

Negociação e troca por terreno

Dennis da Costa Oliveira, que mora em Franca, afirmou em depoimento que o preço abaixo do valor de mercado se justificava pelas lembranças tristes que Luís Carlos tinha em relação à caminhonete, devido à morte da esposa. Dennis disse ter recebido o veículo em 29 de atrássto e, nesse intervalo até a formalização da venda, conheceu Roberto Lafaéf.

Segundo Dennis, ele ofereceu a caminhonete em troca de um terreno não registrado na favela de Paraisópolis, em São Paulo, avaliado em R$ 350 mil. Roberto teria aceitado a troca, mas não foram apresentadas garantias sobre a existência do terreno. Os dois teriam se conhecido em viagens à região do Brás, em São Paulo, onde Dennis buscava tecidos para a confecção de camisas e moletons.

Investigação policial e evidências: A polícia realiza uma análise detalhada dos depoimentos e das provas coletadas. No processo, há fotos das balas encontradas no local do ataque ao carro-forte. As autoridades suspeitam que os criminosos tenham usado luvas, já que não foram encontradas impressões digitais.

Dois dias após o ataque, houve um confronto entre a polícia militar e os suspeitos, resultando na morte de três integrantes da quadrilha. Durante esse confronto, um dos criminosos estava usando luvas. Também foram mortos o sargento da Polícia Militar Márcio Ribeiro e o caminhoneiro Lenilson da Silva Pereira.

Posicionamentos das defesas: A defesa de Dennis da Costa Oliveira afirmou que existe um contrato referente ao terreno em Paraisópolis, embora o documento ainda não tenha firma reconhecida. Também informou que Roberto Lafaéf buscou a caminhonete em Franca três dias antes da tentativa de assalto ao carro-forte.

O advogado de Luís Carlos Oliveira declarou que seu cliente vendeu a caminhonete por um valor inferior ao mercado devido às lembranças relacionadas à esposa falecida. A defesa de Roberto Trovão Lafaéf não foi localizada para comentar o caso.

Informações adicionais

O caso segue em investigação, com a polícia buscando esclarecer a participação de cada suspeito e a origem dos bens envolvidos. A troca da caminhonete por um terreno não registrado levanta dúvidas sobre a legalidade da negociação e a real propriedade do imóvel. A ausência de impressões digitais e o uso de documentos falsos dificultam a identificação completa dos envolvidos.

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