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Polícia investiga possível envenenamento na morte de mulher em Franca

Justiça autoriza exumação do corpo de orientadora educacional de 42 anos após indícios apontados durante investigação policial
Polícia
A orientadora educacional Tatiane Cintra dos Santos Cardozo morreu em Franca

A Polícia Civil de Franca investiga se a morte de uma mulher de 42 anos, registrada inicialmente como causa natural, pode ter ocorrido por envenenamento. Na sexta-feira (6), a Justiça autorizou a exumação do corpo para a realização de novos exames periciais.

Tatiane Cintra dos Santos Cardozo morreu em abril do ano passado. O laudo de necropsia apontou hepatomegalia, que é o inchaço do fígado, além do registro de forte cheiro de álcool no corpo, segundo o médico responsável pelo exame.

Histórico

De acordo com a irmã da vítima, Fabiana Cintra dos Santos Barros, Tatiane era uma mulher ativa, praticava esportes e realizava exames médicos regularmente. Meses antes da morte, no entanto, a família percebeu mudanças no comportamento da orientadora educacional.

Fabiana relatou que Tatiane começou a passar mal com frequência e atribuía os sintomas à sobrecarga de trabalho. A família, porém, afirma que ela sempre teve uma rotina saudável.

Relato

Tatiane era casada com William Ferreira Cardoso e deixou três filhos, com idades de 5, 12 e 20 anos. A filha mais velha, que preferiu não se identificar, contou que no dia da morte da mãe havia uma festa na residência da família.

Segundo o relato, quando Tatiane passou mal, a jovem tentou prestar socorro, mas afirma que não contou com a ajuda do pai. Atualmente, após decisão judicial, ela possui a guarda provisória dos irmãos.

Investigação

As circunstâncias da morte e o comportamento do marido chamaram a atenção da família e da polícia, que solicitou por duas vezes a exumação do corpo. O pedido foi aceito pela Justiça na sexta-feira.

Segundo o delegado Davi Abimael, responsável pela investigação, a decisão se baseia em elementos apurados durante o inquérito, que seguem sob sigilo. Ele confirmou que uma das hipóteses analisadas é a de envenenamento.

Defesa

A reportagem tentou contato com a defesa de William Ferreira Cardoso. Em resposta, os advogados informaram que não irão comentar o caso neste momento.

A Polícia Civil segue acompanhando a investigação e aguarda os resultados dos novos exames periciais após a exumação do corpo.

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