Segundo a mãe da criança de nove meses, a menina foi atendida três vezes na UPA da cidade, mas sem sucesso
A família de Luísa, uma bebê de nove meses, acusa a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barretos de negligência médica que resultou na morte da criança. Segundo a mãe, Juliana Pereira, a bebê passou por três atendimentos na UPA em 17 dias, sem melhora significativa em seu estado de saúde.
Atendimento na UPA e Diagnóstico Tardio
Juliana relata que, apesar dos três atendimentos na UPA, a situação de Luísa só piorou. Desesperada, a mãe procurou a Santa Casa, onde a bebê foi finalmente diagnosticada com coqueluche. Infelizmente, o diagnóstico tardio comprometeu o tratamento, e Luísa ficou oito dias na UTI antes de falecer. A família, que já planejava o primeiro aniversário da criança, está devastada.
Investigação em Andamento
A avó, Luciana Alves Oliveira, juntamente com Juliana, registraram um boletim de ocorrência de morte suspeita. O delegado Antônio Alício Simões Jr. instaurou um inquérito para investigar o caso e solicitou acesso às fichas médicas da bebê para análise. A Secretaria de Saúde de Barretos afirma que seus registros indicam apenas duas passagens da criança na UPA, em 26 de outubro e 10 de novembro. Em ambas as ocasiões, a família recebeu orientações médicas, sendo encaminhada à Santa Casa na primeira visita e orientada a retornar caso a saúde da menina não melhorasse na segunda.
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Aguarda-se o Resultado da Autopsia
A prefeitura de Barretos informou que aguarda o resultado da autopsia para abrir um processo administrativo e investigar a conduta dos médicos envolvidos nos atendimentos. O caso levanta questionamentos sobre a eficácia dos protocolos de atendimento na UPA e a necessidade de apuração rigorosa das responsabilidades para evitar novas tragédias.



