Caso foi denunciado ao MP do Trabalho; são homens que saíram do Maranhão, Tocantins e Alagoas em busca de trabalho
Doze trabalhadores nordestinos, vindos de estados como Maranhão, Tocantins e Alagoas, foram vítimas de um esquema de exploração trabalhista em Pitangueiras, interior de São Paulo.
Promessas não cumpridas e condições precárias
Atraídos por promessas de emprego na lavoura canavieira, com salários de R$ 2.000,00 e carteira assinada em três meses, os trabalhadores encontraram alojamento precário, sem condições adequadas de higiene, iluminação e energia elétrica. A cesta básica fornecida logo se esgotou, e o pagamento recebido foi apenas pelos poucos dias trabalhados antes do abandono dos contratantes.
Investigação policial e denúncia ao Ministério Público
Após o abandono dos empregadores, os trabalhadores registraram um boletim de ocorrência na polícia civil, relatando as condições degradantes e as promessas não cumpridas. A polícia instaurou inquérito para investigar possível crime de redução à condição análoga à escravidão, apurando as condições em que os trabalhadores foram trazidos do Nordeste e o que lhes foi oferecido. A advogada que representa o grupo também entrou com uma denúncia no Ministério Público do Trabalho, relatando ameaças sofridas pelos trabalhadores para que não denunciassem a situação.
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Luta por justiça e reparação
A situação dos trabalhadores evidencia a vulnerabilidade de migrantes em busca de melhores condições de vida. As investigações em curso, tanto na esfera criminal quanto na trabalhista, buscam responsabilizar os envolvidos e garantir reparação aos trabalhadores explorados, que tiveram suas esperanças frustradas e se encontram em situação de total desamparo.



