A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) instaurou um inquérito para investigar as causas do vazamento de amônia ocorrido no Clube de Regatas. O delegado Otávio Augusto de Lima Seminate afirmou que o foco inicial é entender as circunstâncias da manutenção que resultou na liberação do gás.
Várias pessoas que estavam no local foram afetadas pelo forte odor e precisaram de atendimento médico imediato. A perícia técnica já esteve no clube para coletar amostras e analisar a estrutura do sistema de refrigeração.
Segundo o delegado, é fundamental verificar se houve negligência ou falha nos protocolos de segurança durante o manuseio dos cilindros.
A investigação busca identificar se a empresa responsável pela manutenção possuía todas as certificações exigidas pelos órgãos reguladores.
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Responsabilidade apurada
O delegado aguarda a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística para dar sequência aos depoimentos de funcionários e diretores do clube.
Caso a perícia confirme falha humana ou falta de manutenção preventiva, os responsáveis podem responder por lesão corporal culposa.
A polícia também analisa se o plano de evacuação do clube foi acionado corretamente no momento da crise. O Clube de Regatas informou que colabora integralmente com as autoridades e que presta assistência às vítimas.
O clube deve apresentar documentos sobre as vistorias recentes e o histórico de reparos realizados nas máquinas. A previsão é que os resultados periciais sejam entregues nas próximas semanas, definindo o rumo do inquérito.



