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Polícia Militar adquire armas para combater furtos a caixas

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Polícia Militar armas
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A Polícia Militar de São Paulo está reforçando o armamento de suas equipes da Força Tática, um grupo especializado no combate a quadrilhas que explodem caixas eletrônicos. O novo arsenal inclui fuzis calibre 7.62, como o FAL, utilizado pelo Exército, e metralhadoras, visando equiparar o poder de fogo dos policiais ao dos criminosos.

O Motivo do Reforço

Segundo o Capitão da PM, Maurício Mello, a medida se justifica pelo aumento da violência nos ataques a caixas eletrônicos. “Em alguns casos houve enfrentamento, então por isso a nossa preocupação é equipar todas as viaturas de Força Tática, colocá-las a campo para que possamos fazer a prisão desses indivíduos e trazer a tranquilidade da comunidade”, explica.

A Escalada dos Ataques e a Resposta dos Bancos

No ano passado, foram registrados 119 ataques a caixas eletrônicos na região, uma média de um a cada três dias. Em 82 deles, os criminosos utilizaram explosivos. Os bancos têm reforçado a proteção dos terminais, mas as quadrilhas respondem aumentando a potência dos explosivos. Um exemplo recente é o ataque em Altinópolis, onde a explosão abriu um buraco na parede da agência e arremessou uma chapa de aço de 50 quilos para a rua.

Para dificultar a ação dos assaltantes, algumas agências estão adotando novas estratégias, como a utilização de dispositivos que liberam uma névoa densa em caso de arrombamento, dificultando a visibilidade dos criminosos.

O Poder de Fogo em Confronto

Em alguns casos, os bandidos utilizam fuzis AK-47, de fabricação russa, considerados um dos mais poderosos do mundo. A PM responde com armamento igualmente potente. “É também uma arma muito potente que dá para enfrentar as quadrilhas de igual pra igual. Um fuzil como esse é um armamento de guerra que infelizmente a gente passa a ter que usar”, afirma um representante da PM, ressaltando a necessidade de treinamento intensivo para evitar riscos à população.

O aumento do poder de fogo das quadrilhas especializadas em explosão de caixas eletrônicos tem exigido uma resposta proporcional das forças de segurança, visando garantir a segurança da população e a integridade do patrimônio.

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