Isaac Antunes chegou a registrar ocorrência afirmando ter sido procurado por um dos depoentes
A Polícia Civil de Ribeirão Preto concluiu o inquérito sobre a denúncia de extorsão feita pelo vereador Isaac Antunes, descartando a ocorrência de crime. Antunes havia registrado um boletim de ocorrência contra Ilhans Silva de Souza, testemunha de acusação na Operação Temes, que investiga fraudes judiciais de R$ 100 milhões. Souza teria pedido dinheiro ao vereador para deixar a cidade.
Investigação e resultado
Segundo o delegado Gustavo André Alves, a investigação, apesar de confirmar o contato entre Souza e Antunes (por mensagens e pessoalmente), não encontrou elementos suficientes para configurar os crimes de extorsão ou ameaça. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o arquivamento ou denúncia.
Possíveis consequências para o vereador
Para o advogado Roberto Reck, a situação pode se complicar para o vereador. A denúncia falsa de crime pode resultar em processo por denunciação caluniosa, além de configurar tentativa de constrangimento à testemunha e obstrução à investigação. Antunes alegou que Souza esteve em seu gabinete e enviou mensagens ameaçadoras, apresentando à polícia cópias das mensagens como prova.
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Contexto da Operação Temes
Souza havia declarado em depoimento que advogados do escritório Lodoli, Caroprezo, Baso e Vidal bancaram parte da campanha de Antunes em 2016, e que um funcionário do escritório atuou na campanha. Antunes, em novo depoimento ao Ministério Público, foi acusado por Souza de se beneficiar de votos e dinheiro por meio de sua ligação com o grupo suspeito. Antunes nega envolvimento em fraudes judiciais e qualquer ligação com os suspeitos. Ele também é investigado por crime eleitoral, suspeito de prometer limpar o nome de inadimplentes em troca de votos, e de auxiliar o escritório de advocacia a ajuizar ações indevidamente. Uma foto mostra Antunes ao lado de Klaus Philippe Lodoli, um dos investigados. Todos os investigados na Operação Temes negam envolvimento nas fraudes.
O caso atrásra segue para o Ministério Público, que analisará as evidências e decidirá os rumos da investigação.



