Santa Casa de Franca teria negado soro porque a vítima tinha plano de saúde; investigações apuram se houve omissão
A Polícia Civil de Patrocínio Paulista ouviu ontem a primeira testemunha no inquérito que investiga a morte de Maria José Alves de Almeida, após picada de cobra. O caso levanta suspeitas de omissão por parte da Santa Casa de Franca.
O Depoimento da Médica
Regina Sélia Gato, médica e amiga da família, relatou ter ligado duas vezes para a Santa Casa ao saber que o marido da vítima, o juiz aposentado Newton Messias de Almeida, não conseguia o soro antiofídico. Segundo ela, a atendente informou que o soro não poderia ser aplicado porque a paciente possuía plano de saúde. Em ambas as ligações, a médica afirma não ter conseguido falar com o plantonista, enfrentando dificuldades para obter atendimento.
A Busca Inútil por Atendimento
Maria José passou por outros dois hospitais em Franca antes de retornar à Santa Casa, onde finalmente recebeu o soro, mas não reagiu ao tratamento, entrando em coma e falecendo no dia seguinte. O relato da médica destaca a dificuldade em obter atendimento rápido e eficaz, mesmo se identificando como médica e relatando a urgência da situação. A Santa Casa de Franca ainda não se pronunciou sobre o caso.
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Investigação em Andamento
O delegado Luiz Carlos da Silva investiga a suposta omissão da Santa Casa. Além da médica, a polícia espera ouvir mais 15 pessoas, incluindo a recepcionista e a enfermeira-chefe da Santa Casa, além do próprio marido da vítima, o juiz aposentado Newton Messias de Almeida, que espera que a morte da esposa sirva de alerta para melhorias no sistema de saúde e prevenção de casos semelhantes.



