Luiz Antônio Garnica, irmão da vítima, e Elizabete Arrabaça, a mãe dela, também são os principais suspeitos do envenenamento
A Polícia Civil de Ribeirão Preto recebeu oficialmente o laudo do Instituto Médico Legal (IML) que confirma a presença de chumbinho, Polícia passa a investigar morte de, um veneno para rato, no corpo de Natália Garnica. Com isso, o caso passou a ser investigado como homicídio por envenenamento. Natália, filha de Elizabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica, morreu em fevereiro deste ano aos 42 anos, inicialmente registrada como morte natural após um infarto, mesmo sem problemas de saúde aparentes.
Os principais suspeitos da morte de Natália são os mesmos da morte de Larissa Rodrigues, que também foi envenenada. Elizabeth Arrabassa e Luiz Antônio Garnica estão presos e já foram ouvidos no início das investigações sobre a morte de Larissa. Agora, eles serão novamente ouvidos em relação à morte de Natália e para aprofundar as investigações sobre Larissa. O delegado Fernando Bravo conduz os dois inquéritos, que tramitam paralelamente.
Detalhes das investigações: Larissa Rodrigues, professora de pilates de 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento em 22 de março. A perícia apontou envenenamento por chumbinho. A polícia e o Ministério Público suspeitam que o crime tenha sido motivado por um pedido de divórcio de Larissa, que havia descoberto uma relação extraconjugal do marido.
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Versões e evidências: Elizabeth Arrabassa enviou uma carta ao juiz afirmando que Larissa teria ingerido acidentalmente o veneno para rato guardado em uma caixa de remédio de Natália. No entanto, o delegado Fernando Bravo descarta essa versão, destacando que os laudos apontam substâncias químicas diferentes nas mortes de Natália e Larissa, o que indica que a carta pode conter informações falsas.
Participação dos suspeitos: A investigação aponta que Elizabeth e Luiz Antônio estiveram na casa de Natália próximo ao período da morte dela. A defesa de Luiz Antônio nega sua participação nos dois homicídios e sugere que ele poderia ser a próxima vítima de Elizabeth. O delegado, entretanto, afirma que as provas coletadas indicam a participação de Luiz Antônio, pelo menos no caso de Larissa.
Próximos passos: As investigações continuam, com análise de dados de telefones celulares e computadores, além de novas oitivas. O delegado ressalta a complexidade do caso e a necessidade de aprofundar as apurações para esclarecer todos os detalhes. A Polícia Civil e o Ministério Público seguem acompanhando o caso, que ainda pode ter desdobramentos.
Informações adicionais
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o andamento das investigações ou novas prisões relacionadas ao caso. A CBN continuará acompanhando e informando sobre quaisquer novidades.



