Brenda Xavier havia alegado legítima defesa, mas o pedido foi negado; ex-namorados da vítima e da suspeita foram ouvidos
A polícia pediu a prisão preventiva da empresária Brenda Chaviér, que havia confessado ter matado o namorado afirmando agir em legítima defesa. A investigação, no entanto, mudou de rumo após a análise de laudos periciais e depoimentos colhidos durante o inquérito.
A confissão e a versão inicial
Brenda se apresentou à polícia logo após a apreensão do corpo de Carlos Felipe Camargo da Silva, corretor de imóveis de 29 anos, encontrado com marcas de violência na residência do casal, no bairro Ibram Verde. Em depoimento inicial, ela afirmou ter desferido três facadas para se defender de agressões.
Laudos periciais e depoimentos contradizem a defesa
O laudo pericial, porém, apontou nove golpes de faca entre a cintura e o pescoço da vítima, dado que levou os investigadores a revisar a narrativa de legítima defesa. Testemunhas ouvidas no decorrer das apurações também trouxeram versões divergentes: ex-namoradas de Carlos relataram que ele era uma pessoa equilibrada e pouco propensa à violência, enquanto um ex-companheiro de Brenda, que viveu com ela por três anos, disse que não foi vítima de agressões e atribuiu o término do relacionamento a ciúmes excessivos dela. Já o pai desse ex-companheiro afirmou, em contato voluntário com a polícia, que Brenda era agressiva e fazia ameaças.
Pedido de prisão e posição da defesa
O delegado responsável pelo caso, Rodolfo Latif Ceba, considerou que as evidências derrubaram a alegação de legítima defesa e solicitou a prisão preventiva de Brenda. O inquérito tem 17 páginas e segue em tramitação. A defesa da empresária informou que aguardará a manifestação do Ministério Público e a decisão da Justiça sobre o relatório final.
O caso permanece sob investigação enquanto as autoridades aguardam as próximas etapas do processo.



