Ex-marido de Nadia de Oliveira, André Luiz Pinho Caetano já está preso; corpo da mulher de 50 anos será enterrado nesta terça
A Polícia Civil de Jardinópolis, interior de São Paulo, pediu a prorrogação da prisão temporária de André Luiz Pinho, acusado de homicídio qualificado e estupro da ex-mulher, Nádia. O suspeito confessou o crime e levou os policiais até o local onde o corpo foi encontrado.
Prisão e Confissão
Inicialmente, André foi preso por suspeita de sequestro, após ser visto pela última vez com Nádia. Contudo, sua confissão de homicídio, ocorrida após sua saída do hospital, alterou a natureza jurídica do caso. Além do homicídio qualificado, ele também é acusado de ocultação de cadáver e estupro, conforme sua própria declaração.
Investigação em Andamento
O delegado Ricardo Tuha explicou que o pedido de prisão preventiva dependerá da localização da arma do crime e da coleta de outras provas. A polícia busca a arma, possivelmente jogada em um riacho próximo ao local do crime, com o auxílio do Corpo de Bombeiros. A investigação também busca recuperar os pertences da vítima, uma vez que o corpo foi encontrado despido. A investigação segue em Jardinópolis, onde o corpo de Nádia foi encontrado em um canavial após dez dias desaparecida.
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Contexto e Medidas Protetivas
André matou Nádia com dois tiros na cabeça, alegando ciúmes, mesmo estando separado há mais de um ano. A família da vítima afirma que André era violento e não aceitava o fim do relacionamento. Vale ressaltar que ele já possuía uma medida protetiva que o proibia de se aproximar da ex-mulher, medida que foi desrespeitada. O advogado criminalista Roberto Reck explica que existem diversas medidas protetivas, e a escolha da mais adequada cabe ao juiz. O corpo de Nádia será enterrado hoje à tarde. A reportagem tentou contato com o filho do casal, mas sem sucesso. Apesar do caso, dados da EPTV apontam queda nos índices de homicídios em cidades pequenas da região, com 36 das 66 cidades da área de cobertura sem registros de mortes violentas em 2023. Franca, Ribeirão Preto e Sertãozinho lideram em número de homicídios no período.



