Delegado Heitor Moreira de Assis explica que solicitação tem o objetivo de aguardar a conclusão do inquérito policial
O delegado Eitor Moreira de Assis, Polícia pede prorrogação das prisões temporárias, da Polícia Civil em Cravinhos, solicitou a prorrogação da prisão temporária de Tadeu Almeida Silva por mais 30 dias. Tadeu, que era gerente da fábrica de suplementos de Marlon, se entregou à polícia duas semanas após o desaparecimento de Nelson Carreira Filho. Ele é suspeito de ajudar Marlon a enrolar o corpo de Nelson em lonas antes de ser jogado no rio.
Pedido de prorrogação da prisão: Segundo o delegado, a investigação ainda não foi concluída e estão sendo realizadas diligências para identificar se outras pessoas participaram do crime. Além de Tadeu, também foram solicitadas prorrogações para Marlon, Marcela e Felipe, que permanecerão presos por pelo menos mais 30 dias até o término do inquérito.
Próximas etapas do processo: Após a prorrogação, a decisão depende da aprovação judicial. Caso a investigação seja concluída, o delegado pretende solicitar a conversão da prisão temporária em prisão preventiva, que não tem prazo determinado. O procedimento será encaminhado ao Ministério Público para a fase judicial.
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Andamento das investigações: O que falta para o encerramento da investigação são os laudos periciais, incluindo exames para identificar vestígios de sangue nos locais relacionados ao crime. Testemunhas também estão sendo ouvidas, e alguns ofícios aguardam retorno. O delegado afirmou que a investigação está próxima do fim.
Detalhes do caso e suspeitas: No dia do crime, foi agendada uma dedetização na empresa onde Nelson participou de uma reunião, e todos os funcionários foram dispensados durante todo o dia, o que não é comum. A polícia acredita que isso foi planejado para facilitar o crime. Tadeu confirmou em depoimento que ajudou a ocultar o corpo de Nelson, levando o carro da vítima até São Paulo para tentar atrapalhar as investigações, mas nega participação no homicídio.
Nelson Carreira Filho, de 43 anos, morava em São Paulo e desapareceu no dia 16 de maio após uma reunião de negócios em Cravinhos. Três pessoas estão presas pelo envolvimento no caso, enquanto o principal suspeito, Marlon Couto, permanece foragido. A polícia acredita que o crime tenha sido motivado por desavenças comerciais relacionadas ao uso de uma marca de produtos para emagrecer, cuja patente Nelson teria reclamado e cobrado R$ 100 mil do parceiro.
Busca pelo corpo da vítima
O corpo de Nelson ainda não foi encontrado. O Corpo de Bombeiros realizou buscas no local indicado, mas suspendeu as operações devido às condições difíceis do terreno, que é muito profundo e com muita vegetação, além do tempo decorrido desde o crime. A polícia entrou em contato com a Marinha para verificar a possibilidade de uso de equipamentos especiais para auxiliar nas buscas e aguarda resposta.
O delegado ressaltou que, caso o corpo não seja encontrado, o processo penal seguirá normalmente para responsabilizar os envolvidos. A localização do corpo é importante para garantir um enterro digno para a vítima e sua família, mas não interfere nas investigações.



