Ribeirão Preto foi alvo de buscas a preensões; operação ‘Lobo Mau’ teve desdobramentos em 20 estados e no Distrito Federal
A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizaram a operação Lobomal, Polícia prende 36 pessoas suspeitas de, que resultou na prisão de 36 suspeitos envolvidos em crimes de pornografia infantil. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira, com o cumprimento de 92 dos 94 mandados de busca e apreensão expedidos em 20 estados e no Distrito Federal.
Operação e alcance nacional: Na região de São José do Rio Preto, foram cumpridos cinco mandados e efetuadas três prisões, incluindo buscas nas cidades de Catanduva, Mirassol, José Bonifácio, Ribeirão Preto e Barretos. Em Barretos, um homem de 20 anos foi preso em flagrante por armazenar material de pornografia infantil.
Investigação e apoio internacional: A força-tarefa foi comandada pela Polícia Civil de São José do Rio Preto e contou com o apoio de uma agência norte-americana de investigação interna e da Embaixada dos Estados Unidos. A operação mobilizou equipes da Polícia Civil e do Ministério Público de diversos estados, incluindo Acre, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Início das investigações: Segundo o promotor do Ministério Público Fábio Sakamoto, as investigações começaram entre março e abril após denúncia sobre suspeitas de turismo sexual em parques aquáticos de Olímpia, locais frequentados por muitas crianças e adolescentes. A partir disso, foi desenvolvido um trabalho de inteligência focado no ambiente virtual, onde os criminosos utilizavam diversas plataformas digitais para se aproximar das vítimas.
Modus operandi dos criminosos
De acordo com o Gaeco, os suspeitos, que se passavam por adultos, entravam em contato com crianças e adolescentes por meio de aplicativos como Telegram, Instagram, WhatsApp e o jogo Roblox. Eles induziam as vítimas a produzirem conteúdo de nudez e atos sexuais, que depois eram consumidos e distribuídos em grupos fechados. Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos usados para a produção e armazenamento desse material.
Entenda melhor
O nome da operação, Lobomal, faz referência ao perfil dos criminosos predadores sexuais, que se escondem atrás de uma fachada de normalidade para ganhar a confiança das vítimas antes de atacá-las. Essa situação é agravada no ambiente virtual, onde a identidade real dos envolvidos é difícil de ser verificada. A Polícia Militar dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também participou das ações.



