Um homem foi preso em Ribeirão Preto com arquivos de abusos sexuais contra menores de idade; investigação continua
Uma operação policial realizada recentemente resultou na prisão de 60 pessoas suspeitas de envolvimento com crimes relacionados à pedofilia — Polícia prende 60 pessoas em todo país em operação contra pedofilia —. As investigações seguem em andamento para identificar possíveis conexões desses indivíduos com outros grupos responsáveis pela venda e distribuição de conteúdo abusivo envolvendo crianças e adolescentes.
Entre os detidos, está um suspeito de Ribeirão Preto, cuja identidade e endereço não foram divulgados. Durante a ação na residência desse indivíduo, as autoridades encontraram diversos materiais e arquivos relacionados ao abuso sexual infantil. Todo o material apreendido foi encaminhado para a sede da Polícia Federal em Ribeirão Preto para análise e continuidade das investigações.
A operação, denominada Terabyte, teve como foco principal o combate a crimes sexuais contra menores de idade praticados por meio da internet. A ação foi realizada simultaneamente em várias cidades de diferentes estados do país, embora os detalhes sobre as localidades específicas não tenham sido divulgados.
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Modus operandi dos criminosos
De acordo com a delegada Rafaela Vieira-Parka, da Polícia Federal, os criminosos não apenas armazenavam e divulgavam conteúdos envolvendo abuso sexual infantil, mas também obrigavam as vítimas a produzirem fotos e vídeos de cunho sexual. Um dos métodos utilizados para coagir as vítimas é conhecido como grooming, que consiste em uma espécie de chantagem e manipulação psicológica.
“Esses indivíduos criam perfis falsos, estudam o perfil da vítima e dos familiares, que às vezes colocam informações sensíveis em redes sociais. Eles se aproximam dessas crianças com histórias falsas, trocam informações e conversas variadas, ganhando a confiança da criança, que por vezes encaminha uma imagem íntima. Depois, passam a ameaçá-las das mais diversas formas para que produzam material de abuso sexual”, explicou a delegada.
Perfis dos suspeitos presos: Entre os presos na operação, há pessoas de diferentes perfis profissionais e sociais, o que demonstra que esse tipo de crime não está restrito a um grupo específico. Foram detidos fotógrafos que possuíam mais de 20 mil arquivos ilícitos, um sargento da Força Aérea Brasileira, um estudante de direito, um professor de escola pública e até um diácono.
Segundo a polícia, o ambiente cibernético facilita a atuação desses criminosos, pois permite o anonimato e o acesso direto às vítimas, que muitas vezes não têm consciência dos riscos envolvidos.
Vulnerabilidade das crianças e adolescentes: O acesso cada vez mais precoce de crianças e adolescentes à internet é um fator que contribui para a exposição a esses crimes. Dados indicam que 97% dos jovens entre 9 e 17 anos utilizam a internet, principalmente por meio de celulares. Muitas vezes, esses dispositivos são usados em ambientes privados, como o quarto, sem supervisão adequada dos responsáveis.
“Essas crianças estão sozinhas com o aparelho, e os pais acreditam que estão seguros, mas elas estão inteiramente expostas aos perigos que existem na internet”, alertou a delegada Rafaela Vieira-Parka.
Continuidade das investigações: As autoridades reforçam que as investigações continuam para identificar outras pessoas ligadas aos grupos criminosos desarticulados na operação Terabyte. O material apreendido está sendo analisado para auxiliar na identificação de novos suspeitos e na compreensão da extensão das redes de distribuição de conteúdo abusivo.
Informações adicionais
A operação Terabyte é parte de um esforço mais amplo das forças de segurança para combater crimes sexuais contra menores na internet, utilizando tecnologia avançada para rastrear e desmantelar redes criminosas. A colaboração entre diferentes estados e órgãos federais é fundamental para o sucesso dessas ações.



