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Polícia prende funcionários de uma clínica para dependentes químicos suspeitos de tortura

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clínica para dependentes químicos
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Três funcionários de uma clínica de reabilitação em Ribeirão Preto foram presos na última sexta-feira, sob suspeita de tortura contra um paciente. A prisão ocorreu após denúncias de que o paciente teria sido espancado após fugir da clínica, localizada no Recreio das Acácias. O Ministério Público já investiga o local e cumpriu mandados de busca e apreensão no início do mês.

Denúncia e Testemunho

Uma testemunha anônima relatou à polícia ter presenciado o espancamento do paciente em via pública. Segundo a testemunha, a vítima estava visivelmente machucada, sendo agredida com socos, chutes e até mesmo com o uso de um dispositivo que emitia sons semelhantes aos de uma máquina de choque. A testemunha e outros presentes teriam implorado para que os agressores parassem.

Relato do Paciente

O paciente, de 32 anos e usuário de crack, havia sido internado na clínica por seis meses e recebeu alta em fevereiro. Ele alega que, durante o período de internação, era submetido a exames mensais para comprovar a ausência de drogas no organismo. Em uma consulta recente, o paciente afirma que não teve acesso ao resultado e negou o uso de substâncias ilícitas.

O paciente também relatou ter sido amarrado e agredido diversas vezes durante a internação, chegando a ser dopado e perder a consciência. Ele alega que, ao tentar fugir, foi recapturado, amarrado e novamente agredido.

Investigações Anteriores

No dia 5 de atrássto, o Ministério Público já havia cumprido mandados de busca e apreensão na mesma clínica, devido a denúncias de maus-tratos contra internos. Uma das denúncias relatava que um interno foi obrigado a cavar um buraco e, posteriormente, enterrado até a cintura, sendo ainda forçado a desfilar nu pela unidade. O delegado Ricardo Turra informou que o caso de agressão da última sexta-feira será incorporado ao inquérito já em andamento.

A polícia investiga a responsabilidade dos proprietários da clínica, que podem responder por crime de tortura por omissão. O Ministério Público deverá solicitar o fechamento da clínica. O proprietário da unidade preferiu não comentar o caso de agressão.

O caso segue em investigação, buscando esclarecer as responsabilidades e garantir a segurança dos pacientes em tratamento.

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