Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
A Polícia Militar impediu o que seria um ‘tribunal do crime’ em uma favela de Ribeirão Preto, resgatando um homem que estava sendo torturado e julgado por um grupo de nove pessoas. Ivan Marques, de 32 anos, era acusado de ter assassinado o chefe do tráfico local sem a permissão da quadrilha.
O Resgate e a Confirmação do Sequestro
A ação policial ocorreu após a localização do barraco onde o julgamento estava acontecendo. Ivan Marques confirmou aos policiais que havia sido sequestrado e estava sendo injustamente julgado pelo grupo, negando qualquer participação na morte do traficante. Segundo o aspirante a oficial da Polícia Militar, Edison Boaba, todos os envolvidos pertencem à mesma organização criminosa.
Tribunal do Crime e a Ação da Polícia Militar
O aspirante Boaba descreveu a situação como um ‘tribunal do crime’, onde o destino de Ivan já estava selado. A rápida intervenção da Polícia Militar foi crucial para evitar o assassinato. “Com certeza ali ele seria julgado, sentenciado naquele local”, afirmou Boaba.
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A Intenção por Trás do ‘Julgamento’
Para o especialista em segurança pública, Manuel Ferreira, o caso não se tratava de um julgamento legítimo, mas sim de uma demonstração de força e um aviso para outros membros da comunidade. O objetivo seria intimidar e dissuadir outros de desafiarem o poder da quadrilha. A execução pública serviria como um exemplo, disseminando o medo e garantindo a obediência.
Todos os envolvidos foram detidos e enfrentarão acusações de formação de quadrilha, tortura e sequestro. O caso segue sob investigação.



