Suspeito não possui visto para funcionamento do local e também vendia remédios controlados pela internet, segundo a investigação
A Polícia Civil de Ribeirão Preto prendeu um homem por crimes contra a saúde pública. Ele administrava uma clínica clandestina de estética na zona leste da cidade e vendia medicamentos controlados pela internet.
Clínica Clandestina e Venda Ilegal de Medicamentos
O homem, que não teve sua identidade revelada, foi preso em flagrante pela DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). A investigação começou a partir de anúncios de anabolizantes e remédios controlados em redes sociais. A polícia descobriu que ele operava uma clínica de estética sem autorização da vigilância sanitária, aplicando injeções de anabolizantes e outros medicamentos de forma irregular. Além disso, ele também vendia remédios controlados, alguns sem origem comprovada, pela internet.
Localização e Procedimentos Ilegais
A clínica clandestina funcionava em um flat na região da Ribeirânia. Em um segundo endereço, também na Ribeirânia, a polícia encontrou um estoque de medicamentos, incluindo anabolizantes de origem paraguaia e produtos fabricados sem fiscalização. A polícia apreendeu uma agenda com os agendamentos de clientes, indicando um grande volume de pessoas que recebiam aplicações injetáveis sem acompanhamento médico. Apesar do risco para a saúde dos consumidores, o delegado Diogenes Santiago Neto explicou que o crime se concentra na venda e exposição dos medicamentos ilegais, não no consumo.
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Riscos à Saúde e Investigação em Andamento
O delegado alertou sobre os riscos à saúde de quem adquire medicamentos de fontes não regulamentadas. A composição, o armazenamento e a forma de aplicação desses medicamentos são desconhecidos, podendo causar graves consequências. A investigação continua para apurar a origem dos medicamentos e identificar outros envolvidos. O homem preso será autuado por crimes contra a saúde pública e a possibilidade de fiança será analisada. Ele não possuía autorização da vigilância sanitária para operar a clínica, nem para comercializar os medicamentos.



