A Polícia Civil prendeu temporariamente cinco pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha especializada em sequestros relâmpago na região de Sertãozinho. O grupo é investigado por crimes que utilizavam um esquema sofisticado de transferências financeiras para dificultar o rastreio do dinheiro roubado.
Segundo as investigações, o grupo agia com extrema violência e mantinha as vítimas em cativeiro em locais isolados. No local, os criminosos utilizavam os celulares das vítimas para abrir contas em corretoras de criptomoedas e gerar códigos QR para transferências via PIX.
O delegado Igor Dorsa explicou que os valores eram convertidos em moedas digitais e transferidos entre diversas carteiras eletrônicas antes de serem novamente transformados em reais para os integrantes do grupo.
Vítimas identificadas
A polícia acredita que a quadrilha teve participação em pelo menos dois sequestros ocorridos em 2024. O primeiro caso foi registrado em julho contra um empresário de Jaboticabal que foi levado para a zona rural e conseguiu fugir do cativeiro após lutar com os bandidos.
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O segundo crime aconteceu em setembro e teve como vítima um professor de 74 anos que também foi obrigado a realizar transferências bancárias sob ameaça.
A operação policial que resultou nas prisões foi realizada em cinco cidades da região: Jaboticabal, Guariba, Monte Alto, além de Sertãozinho. Todos os detidos permanecem presos temporariamente enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos nos crimes de extorsão e lavagem de dinheiro.



