Delegado Paulo Henrique Martins de Castro falou à CBN Ribeirão
O caso Joaquim, que chocou a região de Ribeirão Preto, ganha novos contornos com o avanço das investigações. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro e a psicóloga responsável pelo perfil psicológico do casal estiveram em Barretos para mais um depoimento de Guilherme Longo, padrasto do menino.
O Indiciamento se Aproxima
Desta vez, a polícia optou por não trazer Guilherme para depor em Ribeirão Preto. Ele foi interrogado na delegacia seccional de Barretos, indicando que o delegado caminha para o indiciamento. Segundo o delegado, esta deve ser a última vez que a polícia conversa com Guilherme antes de aguardar os laudos finais e encaminhar o caso ao fórum.
Contraponto da Defesa
O advogado de Guilherme Longo apresentou um pedido de explicações no fórum de Ribeirão Preto, questionando os depoimentos informais realizados sem sua presença. A ação foi motivada por uma carta de Guilherme, na qual ele reclamava da postura do delegado Paulo Henrique Martins de Castro. O advogado questiona a necessidade de impedir sua participação, levantando dúvidas sobre a formalidade do inquérito policial.
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A Suspeita da Superdosagem
Desde o início, a polícia suspeita que Guilherme Longo tenha assassinado Joaquim, que era diabético, através de uma superdosagem de insulina. Essa suspeita se intensificou após a descoberta da farmácia onde Guilherme adquiriu o medicamento em outubro. Imagens do circuito interno mostram Guilherme comprando uma caixa com cinco refis de insulina e uma caneta de ação ultra rápida. A proprietária da farmácia relata que ele parecia tranquilo e focado na compra.
Lacunas na Quantidade de Insulina
Guilherme alegou ter aplicado 30 unidades de insulina em si mesmo, mas a polícia suspeita que a medicação tenha sido utilizada em Joaquim. Dos cinco refis comprados, apenas três foram encontrados. Um estava parcialmente utilizado na caneta, enquanto o outro permanece desaparecido. Considerando que cada refil contém 360 unidades e que Joaquim utilizava no máximo 9 unidades diárias, a polícia busca esclarecer o paradeiro das 540 unidades restantes. A quantidade seria suficiente para dois meses, e não para os 20 dias alegados por Guilherme.
Para o promotor Marco Stulio Nicolino, a principal linha de investigação aponta para uma superdosagem de insulina enquanto Joaquim dormia. A fragilidade do menino, que poderia se assustar com a aplicação da insulina, reforça a tese de que o crime foi cometido durante o sono.
O caso continua a ser investigado, buscando esclarecer todos os detalhes e determinar a responsabilidade pela morte de Joaquim.



