Luiz Gabriel da Silva Barbosa estava internado no Hospital das Clínicas desde o dia 14 de março e morreu nesta quinta-feira (3)
A polícia de Ribeirão Preto continua à procura do motorista de uma camionete que atirou em um entregador durante uma briga de trânsito na zona sul da cidade, Polícia procura por motorista de caminhonete, no mês passado. O motociclista Luiz Gabriel da Silva Barbosa, de 39 anos, faleceu nesta quarta-feira após permanecer internado em estado grave desde o dia 14 de março na unidade de emergência do Hospital das Clínicas.
O crime ocorreu no cruzamento da Avenida Independência com a Rua Antônio Rodrigues de Almeida, Polícia procura por motorista de caminhonete, no bairro Jardim João Rossi. Segundo familiares e testemunhas, Luiz Gabriel foi atingido por três disparos — um no peito e dois na barriga — efetuados de dentro da camionete, cujo motorista fugiu do local e ainda não foi identificado.
“Não é certo, não é justo, se andar armado e qualquer briguinha que tiver de rua saindo e tirando nas pessoas, não achou isso certo. Então, a gente quer achar, a gente gostaria que tivesse alguém soubesse, alguém viu mais alguma coisa e pudesse ajudar a gente, porque a câmera de semáforo que tem lá no local não está funcionando.” — afirmou Carla Heck, irmã do entregador, em entrevista concedida enquanto Luiz Gabriel ainda estava internado.
A câmera de segurança instalada no local do crime não estava funcionando, o que dificulta a investigação. Após ser atingido, o motociclista conseguiu chegar ao seu apartamento no Residencial João Rossi e pediu socorro a uma das filhas, mas não resistiu aos ferimentos.
Investigação e consequências legais: O advogado e professor de direito Daniel Pacheco explicou que a morte do entregador agrava a situação do atirador, que atrásra deve responder por homicídio, e não mais por tentativa de homicídio. A pena para homicídio pode chegar a 30 anos, especialmente se for comprovado que o crime ocorreu por motivo fútil, como uma briga de trânsito.
“Se for um homicídio simples, a pena máxima é de 20 anos, mas se houver motivo fútil, a pena pode chegar a 30 anos”, detalhou o advogado.
Segundo Pacheco, a polícia está investigando a identidade do motorista e mantém sigilo para evitar risco de fuga. Após a identificação, o delegado pode solicitar prisão preventiva. Caso seja confirmado dolo — intenção de matar — o caso será levado a júri popular.
“Se for confirmado que houve a intenção de matar, o caso vai para o Tribunal do Júri, que é um procedimento rigoroso e pode ser lento. A única possibilidade de não haver júri popular seria se não for comprovada a intenção de matar, o que é improvável dado que foram disparados três tiros.” — explicou o advogado.
Apelo por informações: A polícia solicita que qualquer informação sobre o motorista da camionete seja comunicada anonimamente pelos telefones 181 (Disque Denúncia da Polícia Civil) ou 190 (Polícia Militar).
Desafios da investigação: A falta de imagens de câmeras de segurança funcionando no local dificulta a apuração dos fatos, mas especialistas afirmam que a perícia pode ajudar a identificar o autor do crime. A polícia mantém o caso em sigilo para evitar que o suspeito fuja antes da prisão.
Entenda melhor
O caso envolve uma briga de trânsito que resultou em disparos de arma de fogo contra um motociclista entregador, que morreu após semanas internado. A investigação busca identificar o motorista da camionete que fugiu do local. A pena para homicídio pode ser agravada por motivo fútil, como uma discussão de trânsito.



