Ação investiga possível organização criminosa composta por servidores municipais, com empresários do setor de obras
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em ação conjunta com a Polícia Militar, cumpriu na manhã desta quarta-feira nove mandados de busca e apreensão no âmbito da chamada Operação Mira. A operação mira servidores públicos e empresários suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada para fraudes em contratos de obras municipais.
Alvos da operação
Entre os alvos constam um secretário do município de Ribeirão Corrente e empresários da cidade, além de apurações envolvendo servidores de Franca e empresas do setor de obras. Segundo o Gaeco, os contratos de obras públicas municipais investigados eram vencidos por empresas que teriam ligação direta ou indireta com alguns servidores, em esquema que também teria usado laranjas para ocultar a real participação dos envolvidos.
Bloqueio de bens e objetivo das medidas
Como parte das medidas cautelares, houve o bloqueio de bens no valor próximo a R$ 5 milhões, montante relacionado aos contratos sob investigação. O objetivo do bloqueio é garantir que, se comprovadas irregularidades, os recursos possam ressarcir os cofres públicos.
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Acusações e andamento das investigações
Os servidores e empresários investigados respondem por suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e fraudes em licitações. O Gaeco informou que as diligências prosseguem para apurar a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos.
As autoridades não divulgaram, até o momento, detalhes sobre prisões ou indiciamentos; o processo de investigação seguirá com o objetivo de reunir provas e encaminhar as medidas judiciais cabíveis.



