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Policiais alegam que foram atacados por bombas antes de invadirem adega

Câmeras de segurança mostram os agentes agredindo várias pessoas dentro do comércio; corregedoria investiga o caso
Policiais alegam que foram atacados
Câmeras de segurança mostram os agentes agredindo várias pessoas dentro do comércio; corregedoria investiga o caso

Câmeras de segurança mostram os agentes agredindo várias pessoas dentro do comércio; corregedoria investiga o caso

A corregedoria da Polícia Militar de São Paulo investiga denúncias de agressões cometidas por policiais militares no Parque Ribeirão, Policiais alegam que foram atacados por bombas antes de invadirem adega, na zona Oeste de Ribeirão Preto. O caso ocorreu na madrugada do dia 15 de abril, em um comércio conhecido como Adega, após uma denúncia de vizinhos sobre perturbação do sossego causada por um pancadão.

Imagens de câmeras de segurança mostram policiais militares agredindo clientes e funcionários do estabelecimento. Segundo relatos, a abordagem policial teria ocorrido sem que houvesse resistência ou suspeitos armados no local.

Detalhes da ocorrência: O dono da Adega, que preferiu não se identificar, relatou que tentou dialogar com os policiais para que aguardassem a abertura do portão lateral do comércio, mas foi agredido durante a ação. Ele afirmou:

“Eu falei, senhoras, eu tenho um portão lateral. Se o senhor aguardar, eu abro, mas desse jeito que vocês estão, não tem como. Desse jeito que você está falando que vou matar ou matar, eu vou abrir, vocês vão matar a gente. O policial começa a me bater, eu só seguro meu filho para não acertar meu filho, minha filha desmaia. Eles pediam as mídias das câmeras e ameaçavam: ‘Eu vou matar você e seu filho, você não vai entregar a mídia?’ Eu disse que não tinha a mídia.”

O filho do proprietário também relatou ter sofrido agressões e disse que teve medo de abrir o portão no início da operação policial devido à violência demonstrada pelos agentes. Ele afirmou que não ofereceu resistência e manteve as mãos na cabeça durante toda a abordagem.

A esposa do dono da Adega tentou acalmar os policiais, mas sem sucesso. Ela relatou que os policiais os insultaram, chamando-os de “vagabundas” durante a ação.

Versão da Polícia Militar e medidas adotadas

De acordo com o boletim de ocorrência registrado, os policiais militares envolvidos alegaram que houve resistência por parte dos presentes, o que teria exigido o uso da força. Eles também relataram que um suspeito teria lançado bombas e rojões durante a abordagem.

O advogado do dono do comércio contestou essa versão, afirmando que não há imagens ou evidências que comprovem resistência ou revista às vítimas. Segundo ele, o procedimento policial foi desproporcional e fora dos padrões esperados.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou, por meio de nota, que os agentes envolvidos foram remanejados para funções administrativas, o que corresponde a serviço interno. A secretaria ressaltou que a instituição não tolera excessos ou desvios de conduta e que pune rigorosamente qualquer irregularidade comprovada. No entanto, não foram divulgados detalhes sobre o andamento da investigação.

Investigação em curso: A corregedoria da Polícia Militar segue apurando os fatos e deve ouvir todos os envolvidos no episódio. O caso ganhou repercussão após denúncia exibida pelo programa Fantástico e está sendo acompanhado pela reportagem da CBN Ribeirão no dia a dia.

A Secretaria de Segurança Pública confirmou o afastamento dos policiais das ruas enquanto a investigação está em andamento.

Informações adicionais

Até o momento, não foram divulgados prazos para conclusão das investigações nem detalhes sobre possíveis punições aos policiais envolvidos. A reportagem continuará acompanhando o caso e trará atualizações conforme novas informações forem disponibilizadas pelas autoridades.

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