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Policiais civis fazem paralisação em Ribeirão Preto

Presidente de sindicato, Jorge Mellão falou à CBN Ribeirão
Paralisação em Ribeirão Preto
Presidente de sindicato, Jorge Mellão falou à CBN Ribeirão

Presidente de sindicato, Jorge Mellão falou à CBN Ribeirão

Na tarde de ontem, policiais civis de diversas cidades da região de Ribeirão Preto realizaram uma paralisação na Praça 15 de Novembro, Paralisação em Ribeirão Preto, no centro da cidade, para reivindicar melhores condições de trabalho, estrutura adequada e aumento do efetivo. A mobilização reuniu profissionais que destacaram a necessidade urgente de investimentos e melhorias para garantir a eficiência da polícia civil no estado de São Paulo.

Déficit de efetivo e crescimento populacional

Jorge Melão, presidente do Sindepesp (Sindicato dos Delegados da Polícia do Estado de São Paulo), Paralisação em Ribeirão Preto, afirmou que o número de policiais civis nas delegacias paulistas permanece praticamente o mesmo desde 1994, enquanto a população do estado cresceu mais de 26% no mesmo período. Segundo Melão, a polícia civil enfrenta atualmente um déficit estimado em cerca de 8 mil profissionais em relação ao quadro de 1994, podendo chegar a um déficit real entre 12 mil e 15 mil policiais civis.

Condições precárias das delegacias e falta de pessoal qualificado: O presidente do Sindepesp também ressaltou que muitos prédios das delegacias estão em condições precárias, o que compromete a segurança e a eficiência dos serviços prestados. Além disso, ele alertou que funcionários de prefeituras, sem formação técnica policial, têm atuado nas unidades, o que representa riscos para a segurança institucional e operacional da polícia civil.

“Caso o governo do estado não promova melhorias na estrutura e no efetivo, a polícia civil pode entrar em colapso e até fechar, apesar de sua previsão constitucional”, afirmou Jorge Melão.

Desmotivação e evasão de policiais civis: Marido Pancionato Pinheiro, presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, destacou que a falta de condições adequadas de trabalho tem levado muitos policiais civis a desistirem da carreira ou a se transferirem para outros estados. Ele informou que, em São Paulo, a cada dez dias um delegado abandona a carreira, buscando outras oportunidades jurídicas ou em outras unidades da federação.

“São Paulo ocupa a 16ª posição entre os 27 estados da federação em termos de valorização dos delegados”, afirmou Pinheiro, ressaltando a necessidade de políticas que valorizem os profissionais.

Impactos na segurança pública estadual: Pinheiro alertou para o risco de colapso da segurança pública no estado, destacando que o crime tem se deslocado para o interior paulista. Segundo ele, a falta de condições adequadas para a atuação da polícia civil pode levar a sociedade a se tornar refém da criminalidade.

“A segurança pública está falida, e a sociedade pode se tornar refém da criminalidade devido à incapacidade da polícia civil de atuar eficazmente”, afirmou o presidente da Associação dos Delegados.

Informações adicionais

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou, por meio de nota oficial, que está aberta a negociações com os policiais civis para tratar das demandas apresentadas durante a paralisação. Não foram divulgados detalhes sobre as propostas ou prazos para as negociações.

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