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Um delegado, um investigador da Polícia Civil e um advogado de Ribeirão Preto foram condenados à prisão por extorsão a um suspeito de estelionato. A decisão, em primeira instância, ainda não foi publicada no Diário Oficial, e cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Entenda o Caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Carlos Henrique de Araújo Garcia, Robinson Aparecido Carneiro e Aristêo Nildemir de Magalhães foram condenados a até nove anos e quatro meses de detenção em regime fechado. Eles foram acusados de integrar um grupo que, em 2003, ameaçava e abordava arbitrariamente pessoas investigadas pela polícia, com o objetivo de obter vantagens financeiras.
O Esquema de Extorsão
Segundo o promotor Maurício Lins Ferras, a denúncia chegou ao Ministério Público em 2003, quando um homem identificado como Wilson, investigado por estelionato, alegou ter sido extorquido por policiais civis, incluindo o delegado Carlos Henrique Araújo Garcia. O esquema consistia em pressionar os investigados com ameaças de prisão, processos e retenção de bens, para extorquir dinheiro.
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Acusações e Próximos Passos
Além da extorsão, os acusados enfrentaram denúncias de cárcere privado e concussão (aproveitar-se do cargo para benefício próprio), bem como formação de quadrilha. O promotor Maurício Lins Ferras informou que recorrerá da sentença para que o Tribunal de Justiça condene todos os envolvidos por todas as acusações. A Delegacia Seccional de Ribeirão Preto informou que o delegado Garcia também responde a processo disciplinar na Corregedoria da Polícia Civil e aguarda eventual afastamento.
O caso segue em andamento, com a possibilidade de novas decisões judiciais.



