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Policiais Federais confirmam denúncias feitas por ex-diretor do Daerp

Agentes foram ouvidos nesta segunda-feira, em audiências da Operação Sevandija que investigam corrupção na autarquia
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Agentes foram ouvidos nesta segunda-feira, em audiências da Operação Sevandija que investigam corrupção na autarquia

Agentes foram ouvidos nesta segunda-feira, em audiências da Operação Sevandija que investigam corrupção na autarquia

A fase de depoimentos do terceiro processo da Operação Sevandija começou nesta segunda-feira (13/11/2023), com o juiz Lucio Alberto Enneias Ferreira ouvindo dois policiais federais que participaram da investigação sobre um possível esquema de corrupção no Daerp (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto).

Depoimentos Confirmam Delatação

O delegado Flávio Reis e o agente Rony Claudio Pires, os policiais ouvidos, corroboraram as informações prestadas por Luiz Alberto Mantilla, ex-diretor técnico do Daerp, em seu acordo de delação premiada. Segundo os depoimentos, Marco Antônio dos Santos, ex-supreintendente do Daerp, recebeu R$ 600 mil em propina para viabilizar um acordo de perfuração de poços. O esquema, descrito como profissional pelos policiais, envolveu a empresa Egeia, que obteve um contrato de R$ 68 milhões (valor que subiu para R$ 86 milhões) com a prefeitura. A Egeia contratou a Quiron, que repassou a propina para a Vlomar Engenharia, de Mantilla, que por sua vez repassou o dinheiro a Marco Antônio.

Defesa Rebate e Tenso Bate-Boca em Audiência

A defesa de Marco Antônio dos Santos negou as acusações de recebimento de propina e questionou a investigação da Polícia Federal. Um bate-boca entre o promotor Leonardo Romanelli e a defesa do réu obrigou a intervenção do juiz. A Polícia Federal apreendeu um pacote de dinheiro na casa de Marco Antônio, alegadamente uma herança familiar, segundo sua defesa. A PF abriu um inquérito separado para investigar a conta bancária dele.

Próximos Passos e Contexto da Operação

O alvo principal da investigação é Marco Antônio dos Santos, mas o processo envolve nove réus, incluindo diretores da empresa Egeia, que nega irregularidades. Ainda serão ouvidas 11 testemunhas de acusação e 55 de defesa. Este é um dos três processos da Operação Sevandija, que também investiga honorários e apadrinhamento.

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