Cardiologista Fernando Nobre afirma que esforços devem ser feitos para orientar a população sobre os riscos da pressão alta
A pressão arterial está entre as principais causas de mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares, Políticas públicas e sua importância na, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, está diretamente relacionada a doenças renais e pode causar alterações graves na visão.
Até o final de 2024, estima-se que cerca de 400 mil pessoas terão morrido em decorrência de alguma doença cardiovascular. Durante a elaboração deste comentário, quase quatro pessoas perderam a vida por infarto ou AVC.
Atualizações em classificação da pressão arterial
No maior congresso de cardiologia do mundo, o Congresso Europeu de Cardiologia, que reuniu mais de 30 mil cardiologistas, foi proposta uma nova classificação para o comportamento da pressão arterial. Nesta nova estratificação, valores de 12 por 7 mmHg são considerados pressão elevada.
Leia também
Controvérsias e recomendações: Essa proposta gerou polêmica, inclusive no Brasil, e levantou dúvidas sobre a necessidade de tratamento medicamentoso para quem apresenta esses valores. No entanto, o critério oficial para o diagnóstico de hipertensão permanece sendo pressão arterial igual ou superior a 14 por 9 mmHg.
Orientações para a população: A recomendação principal é que as pessoas monitorem sua pressão arterial regularmente e mantenham os valores dentro da normalidade, com acompanhamento médico quando necessário. O objetivo é garantir maior longevidade e qualidade de vida.
Informações adicionais
Hipertensão é definida como pressão arterial maior ou igual a 14 por 9 mmHg. A classificação de 12 por 7 mmHg como pressão elevada serve para alertar a população sobre a importância do cuidado com a saúde cardiovascular, mesmo antes de atingir o patamar de hipertensão.