Pacientes reclamam de filas e falta de organização das equipes médicas; coordenação considerou o primeiro dia positivo
O recém-inaugurado Polo Dengue em Ribeirão Preto, projetado para desafogar as unidades básicas e distritais de saúde, enfrentou superlotação logo em seu primeiro dia de funcionamento. Pacientes relataram esperas de até cinco horas entre a triagem e a medicação, além de apontarem falhas na organização das equipes, um cenário já esperado devido à epidemia de dengue que assola a cidade.
Desafios Iniciais e Superlotação Persistente
Apesar da criação do Polo Dengue, a UPA da 13 de Maio também se manteve com grande fluxo de pacientes nesta quinta-feira. Usuários da UPA relataram agilidade na triagem, mas apontaram demora no atendimento médico. A manicure Marina Silva e a dona de casa Rita de Mello compartilharam suas experiências, com Rita mencionando uma espera de duas horas e meia para o atendimento médico, enquanto Marina aguardava cerca de 25 minutos, considerando a situação melhor do que em outros hospitais.
Reclamações e Expectativas dos Pacientes
O Polo Dengue foi estabelecido com o objetivo de aliviar a pressão sobre a rede municipal de saúde, encaminhando pacientes com dengue para hidratação e acompanhamento. No entanto, alguns pacientes, como o motorista Michel Almeida e o mototaxista Iago Mota, cobraram maior agilidade das equipes. Michel relatou ter feito apenas o exame do laço e sido orientado a esperar, expressando frustração com a demora. Iago criticou o número insuficiente de médicos e a desorganização no fluxo de atendimento, com fichas perdidas e pacientes sendo atendidos fora da ordem de chegada.
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Justificativas e Perspectivas da Coordenação
A coordenadora do Polo Dengue, Maria de Lourdes Villela de Farias, pediu paciência aos pacientes, explicando que o atendimento em casos de dengue é mais demorado, envolvendo exames, coleta de amostras e hidratação. Ela também mencionou que muitos pacientes procuraram o Polo sem encaminhamento, o que contraria a orientação de que os doentes devem ser direcionados pelas unidades de saúde. Maria de Lourdes ressaltou que, por ser o primeiro dia, o atendimento estava razoável e que a prioridade é melhorar continuamente o fluxo.
A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto investiu R$150 mil na criação do Polo Dengue, que contará com 90 profissionais de saúde trabalhando em diferentes turnos. A expectativa é atender 180 pessoas diariamente, com funcionamento 24 horas por dia.
Diante do cenário, a administração municipal busca otimizar o atendimento e garantir que a estrutura do Polo Dengue cumpra seu papel no enfrentamento à epidemia na cidade.



