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Ponte da Volta Grande segue interditada após danos estruturais e aguarda laudo técnico

Vistoria do CREA e do Confea aponta necessidade de análise aprofundada para definir obras e possível liberação da ligação entre Miguelópolis e Conceição das Alagoas (MG)
Ponte
Vistoria do CREA e do Confea aponta necessidade de análise aprofundada para definir obras e possível liberação da ligação entre Miguelópolis e Conceição das Alagoas (MG)

A ponte da Volta Grande, que liga Miguelópolis a Conceição das Alagoas (MG), segue interditada desde o dia 5 de fevereiro após a constatação de danos estruturais que comprometem a segurança. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem, cerca de 3 mil veículos passam diariamente pelo local, muitos deles de carga.

O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) realizou vistoria técnica em conjunto com o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) e o DER de Minas Gerais. A liberação da ponte dependerá da conclusão de um laudo técnico mais aprofundado.

Vistoria técnica

De acordo com o presidente do Confea, Vinícius Marchese, a interdição foi necessária diante do risco estrutural identificado. Imagens de fissuras na estrutura circularam nas redes sociais, mas a avaliação definitiva depende de estudo técnico detalhado.

Segundo ele, a análise visual aponta fissuras, enquanto a superestrutura aparenta estar em boas condições. No entanto, somente o laudo técnico vai indicar quais providências deverão ser tomadas e se será necessária intervenção mais profunda na estrutura.

Manutenção preventiva

O presidente do Confea destacou que estruturas como pontes exigem manutenção contínua e acompanhamento técnico regular para evitar interdições emergenciais. Segundo ele, a falta de manutenção preventiva pode resultar em custos maiores e transtornos à população.

Ele ressaltou que a recuperação de uma estrutura danificada costuma ser mais cara do que a prevenção e que a interdição afeta diretamente motoristas, que agora precisam percorrer desvios que podem chegar a 100 quilômetros.

Próximos passos

O laudo técnico deve ser concluído em breve e será encaminhado ao DER de Minas Gerais, responsável pelo dispositivo. A partir desse documento, serão definidas as intervenções necessárias e os prazos para eventual liberação.

Vinícius Marchese também citou que casos de falta de manutenção em outras regiões do país já resultaram em acidentes graves, reforçando a importância do acompanhamento técnico permanente para garantir a segurança dos usuários.

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