Dos nove vereadores citados, apenas Capela Novas (PPS) e Maurício Gasparini (PSDB) foram reeleitos
Em 1º de setembro de 2016, a Polícia Federal, em conjunto com o Gaeco, deflagrou a maior operação já vista em Ribeirão Preto. A investigação revelou um esquema de desvio de verbas do executivo, no qual a Prefeitura e a Câmara de Vereadores atuavam nos bastidores.
Estima-se que mais de R$ 200 milhões saíram dos cofres da Prefeitura por meio de contratos superfaturados e sem licitação. Esses recursos abasteciam esquemas de favorecimento e mantinham apoio no legislativo.
Desaprovação e Esperança nas Eleições
No domingo de eleições, um misto de desaprovação e esperança por mudanças pairava sobre a cidade. O eleitor César, ao votar, expressou à CBN sua desilusão com a política, optando por anular o voto. A percepção de César reflete o sentimento de muitos eleitores em Ribeirão Preto, influenciados pelas investigações em curso.
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A taxa de votos nulos atingiu 16% (54 mil eleitores), brancos somaram 5% (18 mil eleitores), e as abstenções representaram 25% do total. Um a cada quatro eleitores preferiu não comparecer às urnas.
Renovação na Câmara Municipal
Entre os candidatos à reeleição citados nas investigações da operação, apenas Capela Novas (PPS) e Maurício Gasparini (PSDB) conseguiram se manter na política. Os demais foram derrotados nas urnas. O cientista político José Elias Domingos avalia que a população está mais atenta e rejeita representantes que usam a política para obter vantagens.
Segundo José Elias, o cenário político em Ribeirão Preto aponta para uma renovação significativa, superando a de 2012. Ele ressalta a importância da continuidade do trabalho da polícia e da atuação fiscalizadora da população para evitar que a corrupção caia no esquecimento.
Novos Vereadores Eleitos
Com o aumento no número de cadeiras na Câmara, de 22 para 27, a composição ficou definida da seguinte forma: Igor Oliveira (PMDB), Marcos Papa (Rede), Bertinho Scandiuzzi (PSDB), Orlando Pesote (PDT), Glaucia Berenice (PSDB), Maurício Gasparini (PSDB), Lincoln Fernandes (PDT), Otoniel Lima (PRB), Nelson das Placas (PDT), Maurício Vila Abranches (PTB), Luciano Mega (PDT), Doutor Valdir Vilela (PSB), Rodrigo Simões (PDT), Isaac Antunes (PR), Alessandro Maraca (PMDB), Paulo Modas (Pros), André Trindade (DEM), João Batista (PP), Marmita (PR), Marinho Sampaio (PMDB), Renato Zuccolotto (PP), Lisel Rocha (PP), Gian Corauci (PDT), Doutor Jorge Parada (PT), Bonnie da Rede (Rede), Fabiano Guimarães (DEM) e Capela Novas (PPS).
De acordo com a Justiça Eleitoral, a diplomação e os mandatos de Capela Novas e Maurício Gasparini podem ser impugnados devido ao envolvimento nas fraudes investigadas.
O pleito refletiu um desejo de mudança e maior rigor na escolha dos representantes.



