Mais de 23,7 mil pessoas moram em comunidades na cidade; Bruno Silva fala da importância de políticas habitacionais
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados do Censo 2022 que indicam um aumento de 68, População em favelas cresce 68% em,4% na população que vive em favelas em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Em 2010, eram 14.117 pessoas residindo nessas comunidades, número que subiu para 23.781 em 2022. O levantamento também aponta que o número de núcleos de favela na cidade passou de 26 para 47 no mesmo período.
Contexto e desafios locais: Especialistas destacam que o crescimento expressivo evidencia falhas tanto do poder público quanto da sociedade em conter a expansão dessas áreas. Ribeirão Preto, assim como outras cidades do interior paulista, historicamente se orgulha de ter melhor planejamento urbano e qualidade de vida em comparação às grandes metrópoles, onde as favelas são mais comuns. No entanto, os dados indicam que a situação tem se agravado, exigindo atenção das autoridades locais.
Implicações para políticas públicas
O aumento da população em favelas traz desafios para a infraestrutura e a oferta de serviços públicos, como assistência social, saúde e educação. A melhoria das condições nesses locais pode impactar positivamente a realidade socioeconômica dos moradores. Além disso, é fundamental que o poder público desenvolva estratégias para evitar o crescimento descontrolado dessas comunidades, o que pode agravar problemas sociais e de segurança pública.
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Complexidade do problema e necessidade de ação: O IBGE ressalta que favelas são territórios populares formados por estratégias da população para suprir necessidades de moradia diante da insuficiência da estrutura pública. Em Ribeirão Preto, por exemplo, a comunidade conhecida como “Locomotiva” ocupa uma área com vagões de trem abandonados, evidenciando condições precárias de vida. Especialistas afirmam que é necessária uma intervenção forte do poder público, incluindo revisão do plano diretor, realocação das famílias para locais mais seguros e com infraestrutura mínima, além da criação de programas sociais e estímulo à geração de emprego.
Informações adicionais
Embora o Censo 2022 tenha tecnologia superior à edição de 2010, o IBGE não especificou quanto do crescimento das favelas se deve à expansão real das áreas ou à melhoria na coleta dos dados. Além do Censo, outros instrumentos, como o Cadastro Único e mapeamentos locais, são utilizados para monitorar a situação das populações em vulnerabilidade social.