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População que vive em áreas ocupadas de Ribeirão dispara de 25 para 40 mil pessoas

São 122 terrenos onde moradias foram construídas de forma irregular; há dez anos eram no máximo 40 áreas
ocupações Ribeirão Preto
São 122 terrenos onde moradias foram construídas de forma irregular; há dez anos eram no máximo 40 áreas

São 122 terrenos onde moradias foram construídas de forma irregular; há dez anos eram no máximo 40 áreas

Cerca de 40 mil pessoas em Ribeirão Preto vivem em moradias precárias, segundo um levantamento recente do Plano Municipal de Saúde. Este número representa um aumento significativo em relação às estimativas anteriores, que apontavam para 25 mil pessoas em 30 a 40 áreas irregulares.

Crescimento das Comunidades e suas Causas

O crescimento do número de comunidades irregulares na cidade é atribuído, em grande parte, à crise econômica agravada pela pandemia. Muitas famílias buscam moradia em áreas de baixo custo, mesmo que as condições de infraestrutura sejam precárias. Um exemplo é a comunidade da Locomotiva, criada em 2015 com mais de 300 famílias e que, após a pandemia, abriga cerca de 400. O baixo custo de moradia atrai pessoas em busca de novas oportunidades, como Gabriela, uma jovem desempregada que veio para Ribeirão Preto com seus filhos e marido em busca de um lar, mesmo que improvisado.

Desafios e Projetos da Prefeitura

A situação expõe a fragilidade da saúde pública, com muitas pessoas vivendo em condições sanitárias inadequadas. O arquiteto urbanista Mauro de Castro Freatas destaca Ribeirão Preto como polo atrator de população em busca de melhores condições de vida, o que contribui para o aumento das comunidades. A Prefeitura, por sua vez, reconhece 96 comunidades e afirma estar trabalhando em projetos de regularização fundiária e urbanização, além de reformas habitacionais em algumas áreas. Desde 2017, outras iniciativas, como uma lei de incentivo à construção de novas casas e a criação de zonas especiais de interesse social, visam diminuir o problema da habitação.

O Sonho de um Lar

O líder comunitário Platinírio da Silva Nunes destaca a busca por um lar digno como o sonho comum dos moradores das comunidades. A expectativa é de que o levantamento realizado resulte em ações efetivas para melhorar as condições de vida dessas 40 mil pessoas, garantindo acesso a moradia adequada, saneamento básico e infraestrutura urbana.

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