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População sofre com falta de vagas no Hospital Santa Lydia

No final de semana pacientes chegaram a esperar dois dias por internação
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No final de semana pacientes chegaram a esperar dois dias por internação

No final de semana pacientes chegaram a esperar dois dias por internação

O Hospital Santalídia, em Ribeirão Preto, enfrenta constantes problemas com a falta de vagas, situação agravada por um modelo de regulação e distribuição de pacientes ineficiente e pela escassez de recursos. Em um final de semana recente, pacientes esperaram mais de dois dias por internação.

Falta de Vagas e Longas Esperas

No sábado, os 94 leitos disponíveis estavam lotados, com sete pessoas aguardando na sala de espera. Uma auxiliar de enfermagem relatou o caso de sua filha grávida de sete meses, com pneumonia, que esperou da quinta-feira ao sábado pela internação, iniciando o tratamento apenas 24 horas após o diagnóstico. A demora no atendimento gerou preocupações com a saúde da mãe e do bebê.

Modelo de Regulação e Recursos Financeiros

A interventora do hospital, Leni Messriné, atribui a falta de vagas ao modelo de regulação, que encaminha pacientes mesmo com a lotação completa. Embora todos os pacientes sejam atendidos, mesmo que fora dos leitos, a superlotação compromete o conforto e a qualidade do atendimento. A solução encontrada é a reavaliação do paciente e, se necessário, o redirecionamento para outro hospital.

Apesar da situação crítica nos finais de semana, a ocupação hospitalar varia. Atualmente, 77 dos 94 leitos estão ocupados, mas a interventora ressalta a sazonalidade do problema, que também afeta outras unidades da região. A alta demanda por pacientes clínicos, especialmente idosos, que necessitam de internações mais prolongadas, contribui para a oscilação na ocupação.

Dívidas e Equilíbrio Financeiro

O Hospital Santalídia também enfrenta desafios financeiros. Nomeada interventora em 2015, Leni Messriné tem trabalhado na negociação de dívidas e na busca pelo equilíbrio financeiro. O hospital tem um custo operacional de R$ 4,2 milhões mensais, com um repasse da prefeitura de R$ 3 milhões. A diferença é coberta por contratos com a Fundação. A interventora afirma que as contas estão equilibradas, e uma auditoria externa, prevista para março, irá detalhar a situação das dívidas. A prefeitura também arca com um pagamento mensal de mais de R$ 200 mil, determinado pela justiça, referente a dívidas passadas, além dos repasses regulares.

A situação do Hospital Santalídia reflete os desafios enfrentados por diversas unidades de saúde, sendo crucial buscar soluções para melhorar a regulação de vagas e garantir o acesso adequado à assistência médica em Ribeirão Preto.

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