IFA, que estava previsto para chegar da China nesta quinta (8), deve desembarcar no Brasil apenas na próxima semana
Ribeirão Preto reservou R$ 25 milhões para a compra de vacinas contra a Covid-19, planejando negociar com a Astrazeneca e o Instituto Butantan. No entanto, a estratégia enfrenta obstáculos significativos.
Contratos Exclusivos e Dificuldades de Aquisição
A principal barreira é a existência de contratos exclusivos entre os laboratórios e o governo federal no âmbito do Plano Nacional de Imunização (PNI). Mesmo que os laboratórios tivessem doses disponíveis, a venda direta para municípios como Ribeirão Preto seria inviável, enquanto o Brasil enfrenta escassez de vacinas. A utilização dos recursos municipais fica comprometida, aguardando a disponibilidade de doses.
Importação e Doação ao Governo Federal
Recentemente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Vara de Brasília invalidou decisões que permitiam a importação de vacinas sem doação integral ao governo federal. Isso significa que qualquer entidade, incluindo municípios, que consiga adquirir vacinas, precisa doá-las ao governo para posterior distribuição, seguindo a estratégia nacional de imunização por grupos prioritários. A compra direta pelos municípios, portanto, torna-se inviável.
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Suspensão da Produção da Coronavac e Impactos na Imunização
A situação é agravada pela suspensão temporária da produção de doses da Coronavac pelo Instituto Butantan, devido à falta do IFA (insumo farmacêutico ativo). Embora o diretor do Instituto tenha afirmado que o cronograma de entrega de 10 milhões de doses em abril ainda é possível, atrasos no fornecimento do IFA podem afetar a produção e a distribuição de vacinas pelo país, comprometendo ainda mais a imunização.
Em resumo, diante da escassez de vacinas, dos contratos exclusivos com o governo federal e da necessidade de doação das doses adquiridas, a reserva de recursos por Ribeirão Preto para compra direta de vacinas se mostra inviável no momento. A estratégia de imunização nacional, com distribuição coordenada pela União, continua sendo fundamental para garantir a eficácia da campanha de vacinação.


