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Aumento da violência em conflitos cotidianos: Por muito pouco as pessoas estão perdendo o controle, aponta psicóloga sobre casos de violência

Ribeirão Preto registrou recentemente dois casos de violência que poderiam ser resolvidas com um simples diálogo
aumento da violência em conflitos cotidianos
Ribeirão Preto registrou recentemente dois casos de violência que poderiam ser resolvidas com um simples diálogo

Ribeirão Preto registrou recentemente dois casos de violência que poderiam ser resolvidas com um simples diálogo

Casos recentes em Ribeirão Preto têm evidenciado um aumento da violência motivada por conflitos cotidianos que poderiam ser resolvidos com diálogo e paciência. Dois episódios chamaram a atenção: o caso do fazendeiro Alípio João Júnior, preso após ameaçar vizinhos em seu condomínio no centro da cidade, e uma briga por vaga de estacionamento que terminou em agressão.

Alípio, de 58 anos, é investigado por diversas ameaças e intimidações contra moradores do condomínio, além de ter disparado contra um prestador de serviço em um shopping da zona leste da cidade no mês anterior, utilizando uma arma de pressão. Durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu que ele permanecerá preso. Moradores relataram medo e dificuldades para conviver com o comportamento do fazendeiro.

Em outro episódio, uma discussão por uma vaga de estacionamento em frente a uma loja de roupas foi registrada por câmeras de segurança, mostrando a perseguição e agressão de um rapaz por comerciantes locais. A vítima preferiu não se identificar.

A psicóloga e professora da USP Mariana Resem de Bazon analisou os casos e apontou que a falta de autocontrole emocional tem se tornado mais comum na sociedade. Segundo ela, há uma fragilização das convicções morais que sustentam o controle do comportamento, o que contribui para a escalada de conflitos. Ela destacou que algumas pessoas se sentem acima das normas sociais e agem sem limites, enquanto a sociedade tem reagido de forma mais permissiva.

“É alguém que parece que tinha baixa internalização de controle social, ou seja, ele não tinha. E pela experiência de não ser controlado, assim, pelas falas que ele faz, né, ele se sente acima, né. Então ele se sente realmente com uma liberdade total de agir e de falar e de expressar o que ele bem entende.”

“As instituições não vão resolver meu problema, então vamos resolver aqui agora do nosso jeito mesmo. Por muito pouco as pessoas estão perdendo esse controle, então eu acho que ele está mais frágil, assim, esse autocontrole, essas convicções morais que ajudam no autocontrole do comportamento.”

Pontos-chave

  • Casos recentes em Ribeirão Preto mostram aumento da violência em conflitos cotidianos.
  • Fazendeiro preso por ameaças e disparos contra vizinhos e prestador de serviço.
  • Discussão por vaga de estacionamento resultou em agressão registrada por câmeras.
  • Especialista aponta fragilização do autocontrole emocional e das normas sociais como fatores contribuintes.
Entenda melhor

A escalada da violência em situações cotidianas pode estar relacionada à diminuição do autocontrole e ao enfraquecimento das normas sociais que regulam o comportamento individual. A psicóloga Mariana Resem de Bazon destaca que a sensação de impunidade e a falta de intervenção institucional podem levar as pessoas a resolverem conflitos de forma agressiva.

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