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Por que a má qualidade do ar afeta principalmente a saúde dos idosos?

Essa e outras respostas você confere com o médico pneumologista Julio Cesar Bruno no programa 'Respire Longevidade'
Por que a má qualidade
Essa e outras respostas você confere com o médico pneumologista Julio Cesar Bruno no programa 'Respire Longevidade'

Essa e outras respostas você confere com o médico pneumologista Julio Cesar Bruno no programa ‘Respire Longevidade’

O programa “Respira e Longevidade”, Por que a má qualidade do ar afeta principalmente a saúde dos idosos?, da CBN, abordou a importância da saúde respiratória, especialmente diante das condições ambientais adversas que afetam a qualidade do ar. O pneumologista Dr. Bruno participou da edição para discutir os impactos das doenças respiratórias e os cuidados necessários para manter a saúde do sistema respiratório, com foco especial na população idosa e nas crianças.

Doenças respiratórias e a importância do nariz

Dr. Bruno explicou que as doenças respiratórias envolvem anomalias no sistema respiratório, que começa no nariz e não nos pulmões, como comumente se pensa. O nariz desempenha funções essenciais, como umidificar e aquecer o ar inspirado, além de atuar como uma barreira de defesa contra agentes infecciosos. Quando a mucosa nasal está desidratada, como ocorre em ambientes com baixa umidade relativa do ar, essas funções ficam comprometidas, aumentando o risco de infecções virais e bacterianas.

O especialista destacou que a respiração oral, comum em pessoas com obstrução nasal, pode agravar problemas respiratórios, especialmente em crianças. Ele mencionou que a obstrução nasal pode causar distúrbios do sono, como apneia, e ser confundida com transtornos de atenção, devido à má qualidade do sono e suas consequências cognitivas e emocionais.

Impactos da baixa umidade e poluição do ar: Atualmente, a região enfrenta um período prolongado com umidade relativa do ar abaixo de 20%, o que prejudica a hidratação da mucosa nasal e dificulta a proteção natural das vias aéreas superiores. Além disso, a exposição a micro partículas, gases tóxicos como óxidos de nitrogênio e variações térmicas agrava a situação, provocando inflamação e comprometendo a função respiratória.

Dr. Bruno ressaltou que idosos são particularmente vulneráveis, pois apresentam perda natural da função imunológica e respiratória com o envelhecimento, o que aumenta o risco de complicações respiratórias e sistêmicas. Crianças pequenas também são um grupo de risco devido ao desenvolvimento ainda incompleto do sistema imunológico e anatômico.

Cuidados e recomendações para a saúde respiratória

Para proteger as vias aéreas, o pneumologista indicou medidas simples e eficazes. A hidratação sistêmica é fundamental, recomendando-se a ingestão de cerca de 30 ml de líquidos por quilo de peso corporal diariamente, o que equivale a aproximadamente 2 a 3 litros para um adulto de 70 kg. Ele alertou que idosos podem não sentir sede adequadamente, sendo importante que cuidadores incentivem a ingestão regular de líquidos.

Quanto ao uso de soro fisiológico para hidratação nasal, Dr. Bruno explicou que o uso excessivo pode ser prejudicial, assim como o uso indiscriminado de descongestionantes tópicos, que podem causar irritação e piorar a situação. Ele sugeriu o uso de géis hidratantes nasais para proteger a mucosa em casos de desidratação.

O uso de umidificadores de ar em ambientes internos pode ser benéfico, desde que sejam devidamente higienizados para evitar a proliferação de fungos e ácaros, que podem agravar alergias e doenças respiratórias. O purificador de ar também foi mencionado como uma alternativa para melhorar a qualidade do ar em ambientes fechados.

Monitoramento e sinais de alerta em idosos: Dr. Bruno destacou a importância de cuidadores e familiares estarem atentos a sinais de agravamento em idosos, como falta de ar, chiado no peito, secreção nasal, alterações no comportamento, irritabilidade, sonolência excessiva e desidratação. Esses sintomas podem indicar risco de complicações e necessidade de avaliação médica urgente.

Ele explicou que a saturação de oxigênio no sangue, medida por oxímetro, é um parâmetro importante para monitorar a função respiratória. Valores abaixo de 90% indicam necessidade de atenção médica. No entanto, o médico ressaltou que a interpretação correta da saturação depende da técnica adequada de medição.

Além disso, Dr. Bruno alertou para os riscos da automedicação em idosos, que frequentemente apresentam múltiplas comorbidades e fazem uso de diversos medicamentos, o que pode levar a interações e efeitos adversos.

Exercícios físicos e cuidados durante o período de baixa umidade: O pneumologista recomendou evitar exercícios físicos intensos ao ar livre entre meio-dia e 16 horas, período em que a umidade relativa do ar está mais baixa e a temperatura elevada, aumentando o risco de desconforto e agravamento de doenças respiratórias. Para pessoas com doenças pré-existentes, a avaliação médica antes da prática de atividades físicas é fundamental.

Ele também sugeriu observar a cor da urina como um indicador simples de hidratação: urina clara indica boa hidratação, enquanto urina amarelada ou escura pode indicar desidratação, o que exige aumento na ingestão de líquidos.

Entenda melhor
  • Doenças respiratórias envolvem alterações no sistema respiratório, que começa no nariz.
  • A baixa umidade do ar prejudica a função das mucosas nasais, aumentando o risco de infecções.
  • Idosos e crianças são os grupos mais vulneráveis a complicações respiratórias.
  • Hidratação adequada, uso moderado de soro fisiológico e cuidados com o ambiente são essenciais para proteger a saúde respiratória.
  • Monitorar sinais de alerta e evitar automedicação são medidas importantes para prevenir agravamentos.

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