Sobre os tabus a serem quebrados e os caminhos para uma sociedade mais igualitária, ouça a professora Cláudia Passador
Neste Dia Internacional da Mulher, conversamos com a professora Cláudia Passador, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Administração Pública, sobre a representatividade feminina na política brasileira.
Desafios da representatividade feminina na política
Apesar do crescimento do número de mulheres eleitas, a representatividade feminina em governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas ainda é baixa. A professora Cláudia destaca que a participação feminina na política é muito recente, influenciada por questões culturais que vão além do direito ao voto, englobando a vida profissional e a liberdade de expressão. A cultura de violência contra a mulher no país também contribui para a dificuldade de acesso a espaços de poder.
A importância da educação e da cultura
A professora argumenta que a baixa representatividade feminina é um desafio que precisa ser enfrentado principalmente na educação básica. É necessário criar um ambiente em que as mulheres se sintam confortáveis para ocupar espaços políticos, estimulando o desejo por essa carreira desde a formação educacional. A desigualdade de gênero, muitas vezes implícita, também contribui para afastar mulheres da política. A professora cita o exemplo de mulheres engajadas em trabalhos sociais e voluntários que, apesar de seu papel fundamental na sociedade, não se veem representadas na política.
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Políticas públicas e a Amazônia
Por fim, a professora Cláudia comenta sobre um encontro online para discutir políticas públicas na Amazônia, com foco na tragédia dos ianomâmis. O evento abordará o desmanche ocorrido nos últimos anos em relação à geração de trabalho e renda na região, à preservação da Amazônia e aos programas sociais que afetam as mulheres indígenas e brasileiras na região. O evento será transmitido pelo canal do YouTube da SBAP.
A conversa com a professora Cláudia Passador evidenciou a complexidade dos desafios para a maior participação feminina na política brasileira, desde questões culturais profundas até a necessidade de mudanças na educação e nas políticas públicas. A busca por uma representatividade mais justa e equitativa requer um esforço conjunto e contínuo.



