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Por que adolescentes estão se automutilando?

Ouça a coluna 'CBN Comportamento', com Danielle Zeoti
automutilação em adolescentes
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A automutilação em adolescentes tem se tornado uma preocupação crescente, com relatos de escolas alertando pais sobre essa prática. Adolescentes recorrem a cortes com lâminas e estiletes, buscando alívio para uma angústia intensa. Mas por que isso acontece?

A Busca por Alívio na Dor

Estudos mostram um aumento significativo na prevalência da automutilação. Adolescentes relatam que, ao se cortarem, sentem um alívio imediato para uma angústia que não conseguem controlar. Os cortes, geralmente feitos nos braços, pernas, pescoço, abdômen e tórax, são realizados com lâminas, estiletes ou até mesmo cacos de vidro.

Adolescência: Um Período de Instabilidade

A adolescência é um período turbulento, marcado por mudanças hormonais, pressão social e a busca pela identidade. No entanto, a tolerância ao sofrimento parece estar diminuindo entre os jovens. O contato reduzido com o próximo, impulsionado pelo avanço tecnológico e o aumento do uso de redes sociais, pode contribuir para esse cenário.

O Papel da Tecnologia e do Bullying Virtual

A internet, com sua vasta gama de informações, pode ser tanto benéfica quanto prejudicial. Grupos online que incentivam a automutilação e o bullying virtual são exemplos de como a tecnologia pode agravar o problema. O bullying virtual, em particular, é implacável, pois persegue o adolescente constantemente.

Sinais de Alerta e a Importância da Atenção

É crucial que pais, amigos e familiares estejam atentos aos sinais de automutilação. O uso de roupas de manga comprida mesmo em dias quentes, a queda no rendimento escolar, o isolamento social, a irritabilidade e mudanças de humor podem indicar que algo está errado. A automutilação pode estar associada a transtornos mentais como depressão e esquizofrenia, e aumenta o risco de suicídio.

A Necessidade de Ajuda Profissional

Embora a automutilação possa diminuir com o tempo e o amadurecimento, não é algo que os pais devem ignorar. A ajuda de um psicólogo e, em alguns casos, de um psiquiatra, é fundamental. O trabalho em equipe, envolvendo profissionais de saúde, pais e a escola, é essencial para conter o comportamento e evitar que ele se agrave.

Esteja Atento

Observar mudanças no comportamento, como isolamento e irritabilidade, é crucial para identificar o problema precocemente e buscar ajuda.

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