Heloisa Zaruh debate a sexualização das mulheres nos esportes na coluna desta semana
As Olimpíadas de Tóquio 2020, realizadas em 2021, trouxeram à tona importantes debates sobre a representatividade feminina no esporte. Além das conquistas esportivas, polêmicas sobre vestimentas e a histórica luta pela inclusão marcaram a competição.
A polêmica do handebol de praia
A equipe feminina de handebol de praia da Noruega foi multada pela federação europeia de handebol por usar shorts em vez de biquínis, gerando um debate sobre a sexualização das mulheres no esporte. A decisão gerou indignação, pois a vestimenta não afetou o desempenho da equipe, levantando questionamentos sobre o porquê da exigência de trajes mais reveladores para as mulheres e não para os homens.
A luta histórica pela inclusão feminina
A participação feminina nas Olimpíadas é um processo recente e marcado por lutas. Na Grécia Antiga, as mulheres eram proibidas até mesmo de assistir aos jogos. No Brasil, a participação feminina no esporte era proibida por lei, sendo necessário protestos para garantir o direito à participação. Somente em 1900, em Paris, as mulheres puderam competir, mas sem direito a medalhas. A conquista da igualdade de participação em todas as modalidades em relação aos homens só ocorreu em 2012, em Londres, quando todos os países participantes tiveram ao menos uma mulher em suas delegações.
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Avanços e desafios
Apesar dos avanços, ainda há muito a ser conquistado pela igualdade de gênero no esporte. A discussão sobre vestimentas, a luta por mais espaço e a busca por uma maior representatividade feminina nos pódios olímpicos continuam relevantes. A jornada pela inclusão completa e equânime das mulheres no esporte é um processo contínuo que exige persistência e engajamento.



