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Por que desigualdade social é tema pouco debatido pelos governantes? Confira análise de economista!

Ouça a coluna 'CBN Economia' com Nelson Rocha Augusto
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O economista Nelson Rocha Augusto comenta sobre os impactos da desigualdade social no Brasil em entrevista recente. O país enfrenta historicamente um abismo social, e a falta de atenção do governo a essa questão é preocupante.

Desigualdade: um problema crônico

Segundo Augusto, a desigualdade brasileira é um problema crônico e histórico, agravado nos últimos dez anos. O crescimento econômico previsto para o próximo ano, por si só, não resolverá a questão da distribuição de renda e da redução da desigualdade. É necessário um enfrentamento mais contundente, com reformas tributárias que reduzam impostos para os mais pobres e os aumentem para os mais ricos, além de investimentos em moradia, educação e saneamento básico.

Ações necessárias para um desenvolvimento sustentável

O economista destaca a importância de investimentos em educação, saúde, segurança pública e transporte para diminuir a desigualdade. Ele argumenta que sem essa diminuição, o desenvolvimento econômico é inviável. A ausência de reformas, como a administrativa, que visava enfrentar a questão das altas remunerações no funcionalismo público, prejudica a sociedade e onera ainda mais os menos favorecidos. A falta de consenso político dificulta a aprovação dessas reformas.

Um futuro de esperança

Apesar do cenário desafiador, Augusto mantém a esperança de que a sociedade se conscientize da necessidade de buscar a igualdade de oportunidades. Embora seja um projeto de longo prazo, é preciso começar atrásra. Investimento em infraestrutura gera empregos, mas não é uma solução estrutural. A verdadeira solução reside na distribuição de renda, permitindo que a população de baixa renda tenha maior capacidade de consumo, estimulando o investimento privado e o crescimento econômico sustentável. A desigualdade acentuada no ano de 2020 prejudicou especialmente as classes menos favorecidas, reforçando a necessidade de investimentos em educação, menor tributação para os pobres e mais oportunidades. O ano de 2021 traz a esperança de avanços na imunização da população contra a pandemia e na busca por uma sociedade mais justa e igualitária.

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