Psicóloga Danielle Zeoti fala sobre a crença nas notícias falsas e como combatê-las na coluna ‘CBN Comportamento’
Neste artigo, discutiremos as razões pelas quais notícias falsas se espalham tão rapidamente e como podemos combater esse fenômeno.
Por que notícias ruins se espalham tão rápido?
A psicóloga Daniela Zeote explica que nosso cérebro, evoluído a partir do homem primitivo, é programado para priorizar informações que representam perigo à sobrevivência – alimentação, proteção e reprodução. Notícias negativas ativam um mecanismo de alerta, fazendo com que a informação “grude” na nossa memória, como uma forma de proteção e aprendizado para evitar erros futuros. Essa reação é tão forte que, muitas vezes, eclipsa as notícias positivas, que passam despercebidas.
O papel das redes sociais na disseminação de fake news
A velocidade e facilidade com que informações são compartilhadas nas redes sociais amplificam esse comportamento primitivo. A globalização e as redes sociais criam um efeito de “manada”, levando as pessoas a compartilhar informações sem questionar sua veracidade. A urgência em alertar a “tribo” virtual sobre um perigo percebido supera o senso crítico, tornando a disseminação de fake news um fenômeno quase inevitável.
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Combater a disseminação de fake news
Para combater a disseminação de fake news, é fundamental manter o juízo crítico e não abrir mão da sua identidade em detrimento da “manada”. O medo gerado por notícias verdadeiras de tragédias deve ser usado para nos proteger e alertar nossos entes queridos, ao contrário da disseminação de fake news, que, apesar da intenção de proteção, acaba causando danos à comunidade. Manter nossos princípios éticos e questionar a veracidade da informação são passos cruciais para evitar a propagação de notícias falsas.