Quem explica as duas versões e os trâmites jurídicos que implicam no caso é o especialista em direito penal, Daniel Pacheco
O terceiro dia do julgamento do caso Joaquim, em Ribeirão Preto, trouxe novos desdobramentos. O advogado e professor da USP, Daniel Pacheco, analisou os depoimentos para a CBN.
Depoimento do Delegado e o Indiciamento
Um ponto crucial foi o depoimento do delegado que investigou o caso inicialmente. Ele indiciou Guilherme Longo pelo homicídio, mas não Natália. Pacheco explica que indiciar significa declarar alguém formalmente suspeito. A defesa de Natália provavelmente usará esse fato, argumentando que a falta de indícios na época inviabiliza a condenação atual. Porém, Pacheco destaca que as investigações evoluem, e novas provas podem ter surgido ao longo dos anos.
O Pedido para o Réu se Ausentar e a Presença do Júri
Outro fato relevante foi o pedido do pai de Guilherme Longo para que seu filho deixasse a sala durante o depoimento de uma testemunha. Embora incomum, a lei permite essa exceção se a testemunha se sentir constrangida. A proximidade familiar torna o caso peculiar, levantando questionamentos sobre a motivação do pedido. A composição do júri, com mais mulheres que homens, também pode influenciar o julgamento, especialmente se a defesa explorar a questão do não-indiciamento de Natália.
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Testemunhas de Defesa e o Rumor de uma Absolvição
Com o início dos depoimentos das testemunhas de defesa, a expectativa é de reviravoltas. Pacheco explica que, diferentemente da acusação, os depoimentos de defesa podem trazer mais surpresas. Embora todas as testemunhas já sejam conhecidas, o conteúdo de seus depoimentos permanece incerto. A defesa de ambos os réus, Guilherme e Natália, concentra suas esperanças nessas testemunhas para fortalecer suas estratégias de defesa. O julgamento segue com mais 16 testemunhas a serem ouvidas nos próximos dias.



